
O Inter não pode errar e precisará cumprir algumas etapas para conseguir a maior virada da história dos Campeonatos Gaúchos.
Tem algo muito claro para quem circula por Porto Alegre: o torcedor colorado está acreditando. Gente que veio de várias cidades, que chegou um dia antes para viver o clima do Gre-Nal, todos com a mesma confiança de que a virada é possível.
E isso já é um primeiro passo importante. O estádio estará praticamente lotado. Mas eu não falo apenas do público. Falo do espírito. O estádio vai pulsar como em grandes decisões. Minutos antes de a bola rolar, quando os times entrarem em campo, a pressão vai ser enorme sobre o adversário.
Torcida ajuda, mas não faz gol. Quem precisa ganhar o jogo é o time. Quem pode ajudar a fazer isso é Paulo Pezzolano. Tenho muita confiança no trabalho dele. É um técnico estudioso, intenso, que certamente passou a semana inteira pensando nesse jogo.
Abrir o placar cedo
E, na minha visão, ele não precisa inventar muito. A ideia é clara: começar forte e tentar terminar o primeiro tempo vencendo. Um 1 a 0 já muda completamente o cenário.
Se a estratégia inicial não funcionar, aí entra o papel do treinador no intervalo. Ele vai precisar ser inventivo, encontrar alguma alternativa com as poucas opções que tem no banco. Alerrandro no lugar do Aguirre e vamos com dois centroavantes nos minutos finais.
Outro ponto é que alguns jogadores precisam aparecer. Alan Patrick e Rafael Borré são dois deles. Um gol, uma bola parada bem cobrada, algo que mude o rumo do jogo. É a hora desses caras aparecerem.
Ao mesmo tempo, o Inter precisa cuidar do seu principal problema: o sistema defensivo. O time tem levado gol com frequência, e evitar isso é fundamental. Por isso também passa por uma atuação segura de Sergio Rochet, que pode ser decisivo e tem condições de recuperar o prestígio com a torcida.
Ainda é possível
A virada é difícil, claro. Mas com o Beira-Rio lotado, o ambiente criado pela torcida e o time respondendo dentro de campo, ainda há jogo para ser disputado. Tudo vai ser resolvido na bola.
Torcida, técnico e time precisam estar 100% ligados para que nossa esperança seja transformada em euforia. Pra cima, Inter!
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