
O jogo contra o Atlético-MG marca algo importante para o Inter. Mais do que uma rodada do Campeonato Brasileiro, ele inaugura um novo momento para o clube.
A realidade precisa ser encarada. O campeonato precisa ser visto como uma luta pela sobrevivência. Com dois pontos em quatro jogos e uma sequência difícil pela frente, o foco precisa ser claro: evitar qualquer risco de rebaixamento.
Aquela corrida desesperada das últimas rodadas do Brasileirão passado precisa começar agora, para que o drama não volte no final da temporada. E a sequência não é simples.
Depois do Atlético-MG, o Inter encara Bahia, Santos, Chapecoense, São Paulo e Corinthians. Uma sequência capaz de definir rapidamente o rumo da campanha.
Dentro de campo, Paulo Pezzolano deve manter boa parte da base que vem jogando. Sem Villagra, lesionado, a tendência é a permanência de Ronaldo como primeiro volante.
Atrás, a linha pode ter Bruno Gomes, Gabriel Mercado e Victor Gabriel, com Vitinho e Bernabei pelos lados. No meio, Paulinho e Alan Patrick. Na frente, Carbonero e Rafael Borré.
Eu começaria com Alerrandro no comando do ataque. O Inter precisa de gols, e o centroavante precisa entregar.
O trabalho de Pezzolano passa por avaliação diária, mas também é verdade que o treinador trabalha com um elenco curto e com limitações claras. A crise financeira do clube reduziu as opções e hoje o Inter tem pouco material humano para mudar o time.
Por isso, cada ponto fora de casa precisa ser valorizado. Um empate contra o Atlético e uma vitória contra o Bahia, por exemplo, já seria um começo importante nessa sequência. Quatro pontos em dois jogos seriam extremamente valiosos para quem precisa estabilizar a campanha.
O Brasileirão está apenas começando. Para o Inter, porém, ele já tem cara de decisão.



