
O Inter venceu a Chapecoense, fez 2 a 0, saiu da zona de rebaixamento e trouxe alívio. Duas vitórias seguidas depois de meses. É pouco para a grandeza, mas é a realidade que estamos vivendo.
Não foi um grande jogo, longe disso. O Inter começou mal, deu espaço, deixou a Chapecoense ter mais posse no Beira-Rio e abriu mão daquela pressão alta que vinha aparecendo. Foi um time mais pragmático: menos intensidade e mais controle.
A primeira grande chance do jogo veio da Chapecoense, que aproveitou um erro de Vitinho. Aliás, é preciso citar a atuação constrangedora do atacante. Um jogador caro, com contrato longo e que entrega muito pouco.
O gol do Inter, de Mercado, saiu em uma bola parada e trabalhada, um mérito claro de Paulo Pezzolano. É trabalho, treino e ideia. Depois, num pênalti bem cobrado por Alan Patrick, o jogo se resolveu. Sem brilho e sem volume, mas resolvido.
E aí entra o ponto principal: o Inter fez o que tinha que fazer. Contra um time fraco, ganhou. Simples assim. Depois de jogos em que criou muito e não venceu, agora venceu criando menos. E isso, hoje, vale mais.
Pezzolano ajustou o time para o momento, foi pragmático e humilde. Leu o cenário e garantiu o resultado, mesmo demorando em algumas trocas e com escolhas discutíveis, entregou o que o time precisava. O Inter saiu do Z-4 e isso é o que mais importa.
Nessa data Fifa, que vai durar cerca de 10 dias, todos nós colorados podemos dormir tranquilos e respirar sabendo que nosso time não está na zona de rebaixamento. Isso é maior do que qualquer atuação.
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