
A atitude da torcida do Inter no Beira-Rio foi talvez a mais impressionante da noite. Diante do que aconteceu em campo, não houve invasão, não houve confusão. Houve aplausos.
Aplausos irônicos. De quem sabe exatamente o que viu. A arbitragem de Rafael Klein marcou a final. O lance do pênalti anulado mudou completamente o rumo do jogo. O árbitro estava em cima da jogada, marcou a penalidade, mas acabou voltando atrás depois da intervenção do VAR, algo que praticamente não havia acontecido durante o campeonato.
Ali, a decisão ficou marcada. Até aquele momento o Inter era melhor que o Grêmio. Tinha criado chances claras no primeiro tempo, com oportunidades de Carbonero, de Rafael Borré e também em bola aérea. O time pressionava e vivia seu melhor momento no jogo.
Depois da decisão da arbitragem, o ambiente mudou completamente. O jogo ficou picotado, perdeu ritmo e acabou decidido em um escanteio, justamente em um problema que o torcedor colorado conhece bem: a fragilidade defensiva.
Mesmo assim, não dá para colocar tudo apenas na arbitragem.
O Inter precisa olhar para si. Um clube da grandeza do Internacional não pode, em 10 anos, conquistar apenas um Campeonato Gaúcho. Esse recorte histórico precisa ser discutido.
O time mostrou coisas positivas dentro de campo, mas também deixou claras algumas fragilidades, principalmente no sistema defensivo. Agora o campeonato acabou. O foco passa a ser o Campeonato Brasileiro.
E o Inter precisa dar respostas rápidas, porque a temporada está apenas começando.
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