
Antes mesmo de a bola rolar no Campeonato Gaúcho, eu já dizia: claro que quero levantar a taça, mas havia um outro troféu que, pra mim, também valia muito. Era fazer um jogador da base “virar”, de verdade, para o time principal.
“Virar” não é fazer um bom jogo isolado. “Virar” é estar à disposição do treinador, como titular ou como uma opção real, o décimo segundo jogador, aquele que entra e mantém o nível.
É exatamente isso que o Allex está mostrando. Dinâmica impressionante, intensidade o tempo todo, não para de correr, tem habilidade, bom drible e uma entrega que chama atenção mesmo sendo franzino.
No jogo contra o São Luiz, tentou e acertou. Disputou bola, ganhou no corpo, se antecipou. No primeiro tempo, quase fez um golaço, enquadrou o corpo, buscou o ângulo, a bola passou raspando. Não foi acaso, foi leitura e confiança. Não à toa, foi escolhido o melhor em campo pela equipe da Rádio Gaúcha e pela maioria dos ouvintes.
O detalhe agora é entender onde ele vai jogar. Na base, era camisa 10 e meia central. Hoje, dentro da ideia do Paulo Pezzolano, ele se encaixa como esse jogador que atua por dentro, fazendo corredor, podendo jogar tanto pelo lado direito quanto pelo esquerdo, como um dos últimos homens antes do Borré.
No primeiro tempo, atuou pela direita, até mais adiantado que o Tabata. No segundo, foi para a esquerda, com mais responsabilidade de recomposição. E respondeu bem nos dois lados.
O Inter pode até ganhar o Gauchão e vou torcer muito para que ganhe. Mas, se existe algo que já dá pra cravar, é que esse campeonato entregou um troféu importante ao clube. Um menino da base virou jogador de grupo e mais do que isso, pode virar solução. E isso, pensando no presente e no futuro, vale muito.
Quer mais notícias e vídeos da dupla Gre-Nal, de futebol pelo mundo e de outras modalidades? Siga @EsportesGZH no Instagram e no TikTok 📲



