
Depois do 4 a 0 sobre o Ypiranga, somando 7 a 0 no confronto, o Inter chegou à final do Campeonato Gaúcho com autoridade, campanha sólida e time organizado. Ideias claras de Paulo Pezzolano. Nesse contexto, o técnico foi perguntado sobre favoritismo ao título.
A resposta foi objetiva: favorito é o Grêmio, pelo investimento e pelo que fez. Se o Juventude passar, vira o favorito por ter eliminado o Grêmio.
Na manhã deste domingo (22), antes mesmo de saber se seu time estará na final do regional, meu amigo César Cidade Dias publicou uma coluna afirmando que o Grêmio ganhou o Gauchão antes mesmo de decidir. Disse que às vezes não é preciso vencer, que o respeito dos adversários já confirma a grandeza.
Aqui está o ponto. Pezzolano não entregou reverência e sim estratégia. Tirou o peso do próprio grupo e antecipou o discurso que poderia vir do outro lado. CCD sabe disso, mas preferiu assumir a arrogância, desta vez.
CCD comprou o favoritismo. Assumiu que o reconhecimento basta, mas dentro de campo não existe título por aclamação. Existe desempenho e confronto direto. E nisso, a superioridade do Inter é indiscutível. Temos mais vitórias em Gre-Nais e mais títulos gaúchos.
Enquanto o Grêmio debate grandeza, o Inter trabalha. Independentemente do que acontecer hoje em Caxias, o Inter já fez o seu. Está na decisão. E, como disse nosso técnico, esperando o favorito que vier do outro lado.


