
Gostei do que vi do Inter contra o Monsoon e não é pelo 4 a 0. É notório que o adversário tem limitações e essa ressalva precisa ser feita desde a primeira linha, mas o que o Inter apresentou no Passo d'Areia vai além do resultado.
Não havia expectativa por uma mecânica de jogo refinada neste primeiro trabalho em campo do Paulo Pezzolano e ela realmente não apareceu. O que apareceu foi algo mais básico, e talvez mais urgente: atitude.
Um time que marca alto, que briga pela bola no campo do adversário e que não aceita ficar passivo. O “perde e pressiona” do Pezzolano já deu as caras, com intensidade e compromisso coletivo.
A qualidade técnica surgiu no segundo tempo e tem nome: Borré. O jogo estava controlado, 1 a 0, sem riscos defensivos, até a entrada do colombiano. Ele desequilibrou. Dois gols, uma assistência e a confirmação de que, quando recebe contexto, é um jogador capaz de decidir. Isso também conta na avaliação do trabalho.
Os jovens merecem destaque. João Victor abriu o placar e Allex fechou a conta. O meia correu o jogo inteiro, mostrou intensidade, entrega e personalidade. De novo, com a ressalva do nível do adversário, mas são sinais que não podem ser ignorados.
O Monsoon ainda está começando sua trajetória no futebol, isso é fato, mas o Inter precisava mostrar algo. E mostrou. Pezzolano sai desse jogo com informações importantes, especialmente sobre jovens que podem, sim, virar opções reais para o Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil. Para um primeiro passo, foi mais do que aceitável. Foi animador.
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