
O que mais incomodou na derrota do Inter para o Ypiranga, em Erechim, não foi o placar de 2 a 1. Foi a sensação de déjà vu.
A impressão é de que o clube precisa colocar em campo jogadores que todo mundo já sabe que não servem, apenas para confirmar o óbvio. E isso cansa o torcedor.
É um desgaste desnecessário para quem terminou 2025 exausto, depois de uma temporada traumática. Por isso, desde o início, a ideia fazia mais sentido com a base em campo.
É melhor observar um guri do sub-20 do que ficar vendo Clayton Sampaio, Alan Benítez ou improvisações que não funcionam. Isso só aumenta o estresse e reabre feridas recentes.
A única explicação possível é estratégica. Talvez Paulo Pezzolano esteja expondo esses jogadores para deixar claro, para todos, que não há mais dúvida.
— Eu dei chance, mas não dá.
O problema é o custo disso, que vem em forma de derrota e ambiente pesado.
Clayton Sampaio, aliás, simboliza um erro grave de gestão: jogador da segunda divisão de Portugal, com contrato até 2028, sem nível para o Inter. Isso é retrato de um planejamento que ainda cobra seu preço.
Perder para o Ypiranga dói menos do que insistir no que já se sabe que não funciona. O torcedor colorado não precisa mais de testes para confirmar fracassos. Precisa de dirigentes que respeitem o clube e o torcedor.
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