
Obrigado, Abel Braga. Obrigado, Abelão. O senhor não é um treinador. O senhor é um capítulo inteiro da história do Internacional. Um capítulo que voltou para nos salvar de uma tragédia anunciada.
Abel chegou quando ninguém mais sabia o que fazer. Chegou quando o vestiário estava no chão, quando o torcedor tinha perdido a cor, quando até a esperança parecia cansada.
Ele não veio reinventar o futebol. Ele veio reconstruir a dignidade, veio devolver alma e veio, sobretudo, lembrar ao Internacional quem ele é.
E o Inter respondeu. A torcida respondeu e o Beira-Rio respondeu.
O estádio pulsou como há muito tempo não pulsava. Pulsou por medo, por fé e por gratidão. Pulsou porque a camisa é gigante. Pulsou porque a instituição não aceita covardia. Pulsou porque precisava pulsar.
Hoje, o alívio invade cada colorado. Não foi fácil, não foi bonito, não foi tranquilo. Foi dramático, suado, sofrido… exatamente como a história mandava que fosse.
Mas terminou com o Internacional de pé. Terminou com o Inter onde ele merece estar. Terminou com um gigante que se recusou a tombar.
E eu repito o que disse lá atrás, quando muitos chamaram de loucura: o Inter não ia cair. Porque camisa pesa. História pesa. Beira-Rio pesa. E o amor de milhões empurra, mesmo quando tudo diz que não.
Obrigado, Abel Braga. Obrigado, Inter. Obrigado, torcedor.
O sofrimento acaba hoje. E a Série A continua vermelha.


