
Eu acredito. Antes de qualquer número, combinação impossível ou cálculo de probabilidade, eu preciso começar por isso. Eu acredito na permanência do Internacional na primeira divisão.
Não é otimismo vazio e nem é fuga da realidade. É porque, por mais tortuoso que tenha sido esse caminho, existe finalmente uma fresta de esperança. Uma brecha, um sopro. E quando ela aparece, o torcedor colorado agarra com as duas mãos.
Analisando os resultados que o Inter precisa, o Palmeiras vai a campo com um time alternativo, mas cheio de jogadores que conhecem o Beira-Rio, que cresceram aqui, que carregam um pouco do Inter no peito. Carlos Miguel, Bruno Fuchs, Maurício. Garotos que sabem o que significa o clube que os formou.
É um time capaz de vencer o Ceará. E isso, somado ao favoritismo do Botafogo diante do Fortaleza e a grande possibilidade de o São Paulo tirar pontos do Vitória, recoloca tudo em jogo.
Mas, acima dos outros resultados, existe algo ainda mais importante, o Inter. O Inter precisa fazer a sua parte. E a notícia é de que Abel Braga terá o time que fez o melhor primeiro tempo da temporada contra o Santos: Rochet, Aguirre, Vitão, Mercado e Bernabei; Thiago Maia, Bruno Gomes, Alan Rodríguez e Alan Patrick; Vitinho e Borré.
Se esse time repetir a intensidade, a pressão e o volume de jogo daquela noite, liquida o Red Bull Bragantino no primeiro tempo. A informação é essa e a esperança também.
Não há garantia alguma, claro. Há riscos. O Bragantino está motivado pela possibilidade de assumir a posição de Libertadores. É um campeonato que já nos puniu vezes demais, mas também há um estádio lotado, um ambiente elétrico, uma torcida que decidiu empurrar até o fim.
Porque essa camisa não aceita renúncia, essa camisa não aceita desistência. Quem está ali dentro precisa entender isso como nós entendemos aqui fora.
Por isso, volto ao começo. Eu acredito. Acreditar não resolve sozinho, mas sustenta e impulsiona. Mantém o Inter vivo enquanto existir uma chance.
Os dirigentes já estão rebaixados e isso está definido, mas o clube, a instituição, a história, ainda não. E enquanto houver uma rodada, uma chance, uma combinação, um jogo, nós estaremos aqui. Firmes, em pé e de mãos dadas.
Até o fim!
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