
O Inter definiu um novo rumo para o departamento de futebol. A expressão usada internamente “dar a chave para o Abel” resume a dimensão da mudança.
Abel Braga, que retornou ao clube na reta final da temporada para ajudar na permanência na Série A, passará a comandar o futebol colorado com autonomia ampliada. Ele será, na prática, a figura central da reestruturação, atuando ao lado de D’Alessandro.
Ainda não há definição de cargo ou nomenclatura, mas o desenho está claro: Abel terá poder para decidir sobre montagem da comissão técnica, organização do elenco, avaliações individuais e diretrizes do departamento.
O vice de futebol, José Olavo Bisol, deve ser desligado, e a função pode até deixar de existir, em um primeiro momento. Com isso, a gestão operará de forma mais enxuta, com Abel e D’Alessandro liderando o processo.
Nome que ganha força
Um dos primeiros temas sobre a mesa é o treinador. Internamente, Odair Hellmann é o nome que ganha força. A escolha está sendo debatida internamente, mas conta com o apoio e o apreço de Abel, já que ambos trabalharam juntos no Inter em 2014.
Ainda não há negociação formal, mas há discussão do nome. Odair tem contrato com o Athletico-PR até maio, sem renovação assinada, e já sabe que está sendo avaliado pelo Inter.
Outro ponto em debate diz respeito à continuidade de profissionais do departamento. A situação do executivo André Mazzuco, que parecia encaminhada para saída, mudou. Abel aprovou sua postura no curto convívio e o clube considera mantê-lo por questões práticas, já que a pré-temporada começa em poucas semanas e o mercado oferece poucas alternativas imediatas.
O Inter, portanto, não apenas nomeará um dirigente: entregará o comando de seu futebol a uma figura com peso histórico e influência interna. A reestruturação começa por Abel Braga e, a partir dele, o clube definirá seu próximo treinador, seus processos e o perfil do grupo para 2025.




