
Não há outra forma de definir o que o torcedor está sentindo neste fim de 2025. Uma dor que já nem se manifesta em gritos. O torcedor colorado está exausto.
Antes de a bola rolar, o protesto foi com notas de R$ 3 com rosto de dirigentes. Essas manifestações resumem o sentimento coletivo: descrença.
O torcedor sabe que o clube está nas mãos de uma gestão que fracassou em todas as frentes. Alessandro Barcellos e José Olavo Bisol se transformaram em símbolos de um Inter estagnado, político e burocrático.
No pátio do Beira-Rio, o ambiente antes do jogo ainda era bonito. Famílias chegando, pais e filhos vestidos de vermelho tentando viver uma tarde de esperança. Dentro do estádio, o apoio seguiu até o fim. Apoio que teve como retribuição um time inofensivo.
Hoje, torcer para o Inter é um exercício de resistência emocional. Pais estão tendo dificuldade de convencer os filhos a vestirem a camisa vermelha. A geração que cresce vendo o clube tropeçar em erros repetidos talvez não entenda o tamanho do Inter. E isso, mais do que qualquer derrota, é o que mais dói.
O Beira-Rio continua lindo, o entorno pulsando, as churrasqueiras cheias, mas dentro de campo reina o reflexo de uma gestão perdida. O campo é o espelho do gabinete. E nos gabinetes, há apenas vaidade, teimosia e incompetência.
O torcedor só quer que o tempo passe. Que chegue logo dezembro de 2026, o fim de uma gestão que prometeu churrascos felizes aos domingos e entregou cinco anos de angústia.





