
A demissão de Roger era inevitável. O técnico perdeu o vestiário, perdeu o campo e perdeu a confiança do torcedor. Isso não está em discussão.
O problema é que Barcellos usou a queda do treinador como um escudo para preservar todo o departamento de futebol, justamente os homens que vêm colecionando fiascos e não entregaram nenhuma solução para o time.
Foi essa turma que montou um elenco incapaz de competir em alto nível. Jogamos um Gre-Nal com Richard, que chegou para ser substituto de Fernando, e com Romero como a grande opção de reação no clássico. Esse é o retrato da incompetência que segue intacta no Beira-Rio.
Roger errou demais. Não apostou nos garotos Luiz Otávio e Gustavo Prado, que mereciam chance. Mas sejamos sinceros: seriam eles capazes de resolver tudo sozinhos?
A raiz do problema está acima, numa política de futebol equivocada e amadora. Com ela permanecendo, pouco adianta trocar de treinador. Pode até mudar o ambiente por alguns dias, mas a estrutura que arrasta o Inter para baixo seguirá a mesma.
O clube continua sem dinheiro e sem competência. A esperança que deveria surgir com a mudança de técnico não existe. Não há perspectiva, não há horizonte. E o torcedor, mais uma vez, fica com a sensação de que nada vai mudar.
Quer receber as notícias mais importantes do Colorado? Clique aqui e se inscreva na newsletter do Inter.




