
A vitória do Inter por 3 a 1 sobre o Bragantino é motivo para comemorar, mas também para refletir. Não foi apenas um bom resultado: foi a prova de que a equipe poderia estar em situação muito melhor se as decisões certas tivessem sido tomadas antes.
Roger Machado, enfim, fez o óbvio. E é aí que está a crítica: por que demorou tanto para escalar Wesley na esquerda e dar a titularidade a Ricardo Mathias? O guri de 19 anos marcou dois gols e mostrou que já merecia esse espaço há muito tempo. A insistência em escolhas equivocadas custou pontos e confiança.
Com as peças corretas, o time foi bem melhor. Ofensivamente, esteve perto da perfeição: atacou pelos dois lados, jogou pelo meio com força e ocupou os espaços com inteligência. Alan Rodríguez deu ritmo e intensidade ao meio-campo. Um dos gols veio de uma pressão do uruguaio na saída de bola, recurso que parecia ter sido esquecido por esse time.
Mas a vitória também expôs fragilidades. O lado direito com Aguirre e Clayton Sampaio foi um convite ao adversário, e só não custou caro porque Rochet estava lá para salvar. O resultado não apaga a necessidade urgente de ajustes, especialmente no sistema defensivo.
A vitória renova a esperança, mas não mascara o atraso. O Inter chega mais forte para enfrentar o Flamengo, quarta (13), no Maracanã. Não é favorito, mas agora tem armas para lutar. E, se o rival quiser vencer, vai ter de suar muito. O que não pode acontecer é voltarmos a entregar vantagem por teimosia ou demora nas decisões óbvias.
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