
Desta vez, o algoz foi um Fluminense frágil, esburacado, vivendo de lampejos de um passado recente. Mas o Inter, esse Inter que se arrasta sob a gestão de Alessandro Barcellos, conseguiu fazer parecer que enfrentava um gigante. E perdeu. Outra vez.
O que dói não é só o resultado. É o contexto. É ver um time que não produz. Um treinador que repete decisões equivocadas. E, acima de tudo, um departamento de futebol que virou um amontoado de erros caros e promessas não cumpridas.
Chefiados por José Olavo Bisol, o departamento de futebol do Inter não entendeu como é fazer futebol. Contratações que não fazem sentido, jogadores que chegam e não jogam, saídas inexplicáveis e uma base ignorada. Essa semana, dois atletas foram dispensados sem sequer vestir a camisa em campo. E quantos outros estão no elenco apenas ocupando espaço e folha salarial?
Thiago Maia entregou no Beira-Rio. Ronaldo entregou no Maracanã. Com razão, o torcedor cobra Roger, afinal, ele é o treinador. Mas o que o clube oferece a ele? Um elenco fraco, desconectado, inchado por apostas erradas e protegido por um departamento de futebol não mostra ideias e não assume responsabilidades.
É preciso questionar o futuro de José Olavo Bisol. Os fracassos do Inter falam por si só, mas não só isso, as contratações ridículas também falam alto. O futebol do Inter virou terra de ninguém, onde se comemora classificação contra o Maracanã como feito histórico, quando, na verdade, era o mínimo.
Luiz Otávio, mais uma vez, ficou no banco. Era a chance de mostrar algo novo, apostar na base, ao menos sinalizar um futuro. Mas a escolha foi pelo mesmo Ronaldo que comprometeu no Maracanã. Isso é só uma amostra do que virou a temporada: um ciclo de decisões que não dialogam com a arquibancada, com a história do clube nem com a lógica do futebol.
Essa gestão já acabou
Agora vem o Flamengo. Mas sinceramente? Com que convicção o torcedor pode acreditar em algo? O Inter não tem desempenho, não tem elenco, não tem comando e, o mais grave, não tem esperança. Até ela pediu o boné.
A gestão de Barcellos ainda tem mais de um ano pela frente, mas no coração do torcedor colorado, essa gestão já acabou. E, com ela, foi-se embora também a confiança.
O Inter precisa de muito mais do que um novo técnico ou reforços pontuais. O Inter precisa de um novo norte. Um novo futebol. Um novo comando. Porque o que está aí já deu. E segue tirando do torcedor o que ele ainda tenta manter de pé: o amor pela camisa.
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