
"O Captain! My Captain!" Se a simples menção desses versos não lhe provoca arrepios, das duas, uma: ou você nunca viu Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989), ou você não tem coração. Aos primeiros, há salvação: o filme será exibido de graça pelo Cine Cinco, o cinema da PUCRS, em Porto Alegre. A sessão será na sexta-feira (7), às 17h, com entrada por ordem de chegada. A sala fica no térreo do Prédio 5 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Av. Ipiranga, 6681) e tem capacidade para 200 pessoas.
Escrito em 1865 pelo grande Walt Whitman (1819-1892), o poema O Captain! My Captain! alude ao assassinato, no mesmo ano, de Abraham Lincoln, então presidente dos Estados Unidos. No filme, é empregado por um grupo de alunos para reverenciar o personagem interpretado por Robin Williams (1951-2014).
É a cena mais clássica de Sociedade dos Poetas Mortos, que ganhou o Oscar de melhor roteiro original, assinado por Tom Schulman, e concorreu aos prêmios de melhor filme, direção (Peter Weir) e ator (Robin Williams).
O drama também foi um sucesso de bilheteria: orçado em US$ 16,4 milhões, teve a quinta maior arrecadação da temporada de 1989, com US$ 235,8 milhões.
Australiano que completa 82 anos no dia 21 de agosto, Peter Weir deixou uma coleção de joias antes de se aposentar. Também são dele A Testemunha (1985), O Show de Truman (1998) e Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (2003), títulos pelos quais disputou o Oscar de melhor direção. Seu currículo inclui Green Card: Passaporte para o Amor (1990), que valeu uma indicação na categoria de roteiro original na premiação da Academia de Hollywood, Gallipoli (1981) e O Ano que Vivemos em Perigo (1982).
A trama de "Sociedade dos Poetas Mortos"

A trama de Sociedade dos Poetas Mortos se passa nos Estados Unidos de 1959, no começo de mais um ano letivo na escola preparatória de Welton, conservadora e só para rapazes. Entre os alunos, estão Neil Perry (encarnado por Robert Sean Leonard), que sonha em ser ator, Knox Overstreet (Josh Charles), apaixonado por uma animadora de torcida que namora um craque do futebol americano, e o vibrante Charlie Dalton (o então promissor Gale Hansen, que logo depois parou de atuar). A turma ganha um novo colega — Todd Anderson (vivido por Ethan Hawke) — e um novo professor de Literatura, John Keating (papel de Robin Williams).
Keating tem ideias nada ortodoxas: sobe na mesa em plena sala de aula, por exemplo, leciona durante caminhadas pelo pátio do campus ou manda arrancar as páginas de um livro clássico que analisa a poesia como uma ciência matemática. Assim, cativa um grupo de sete estudantes e incomoda a direção do colégio e algumas famílias. Para esse bando de garotos, o professor se torna um guia na aventura da adolescência — da confrontação com os pais à descoberta do sexo oposto.
A lição do filme: "Carpe diem"

O grupo revive então um velho ritual, chamado de Sociedade dos Poetas Mortos: quando adolescente, Keating e alguns amigos se refugiavam em uma antiga caverna indígena para ler, discutir e escrever poesia. Os sete alunos encontram no pensamento do mestre ideais para fugir do estudo programado e de uma realidade que não toleram.
Sem manuais, sem lições de moral, eles devem pensar por si mesmos. O professor estimula os jovens a terem confiança em si e a aproveitar mais o seu dia — muito antes do advento das redes sociais, o filme viralizou uma expressão em latim adotada como mantra por Keating: Carpe diem.
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