
O que se produz longe dos holofotes ganha as telas do Festival Visões Periféricas, incluindo quatro filmes gaúchos. O evento já celebra duas décadas divulgando o cinema feito longe dos grandes eixos e por realizadores independentes. A exibição acontece entre os dias 23 e 26 de julho, na cidade do Rio de Janeiro e de forma online, no site oficial do festival.
A programação deste ano reúne 69 obras selecionadas entre mais de 850 inscrições, com filmes de 18 Estados. A representação do Rio Grande do Sul fica por conta de dois filmes produzidos em Porto Alegre, um em Canoas e outro assinado por diretores de Pelotas e Santa Vitória do Palmar (leia mais sobre cada obra logo abaixo).
As produções escolhidas para o festival foram divididas em sete mostras — quatro competitivas e três não competitivas. Um júri elegerá uma obra vencedora em cada mostra competitiva, e o prêmio de melhor filme será decidido pelo voto popular.
Entre os gaúchos, O Jogo concorre em uma das mostras competitivas, mas não terá exibição online. Já Tem uma Enchente na Minha Escola e A Cápsula do Tempo integram a mostra Visorama, disponível pela internet. Imigrante/Habitante também poderá ser assistido de casa, na plataforma Itaú Cultural Play.
O Jogo (2025)

De Chico Maximila e Alexandre Mattos Meireles. O curta-metragem se desenrola a partir do instante em que a rotina de uma empregada doméstica se rompe, quando a patroa exige que ela trabalhe mais. O confronto traz à tona tensões e a luta de classes. Foi premiado como melhor produção executiva na Mostra Gaúcha do 53º Festival de Cinema de Gramado.
Imigrante/Habitante (2025)

De Cassio Tolpolar. A partir de pesquisas e entrevistas de arquivo, o filme entra na vida de três imigrantes que se cruzaram justamente no momento em que passaram a questionar sua permanência no Brasil, vivendo em Porto Alegre. Na Mostra Gaúcha do 53º Festival de Cinema de Gramado, recebeu os prêmios de melhor roteiro e melhor montagem.
Tem uma Enchente na Minha Escola (2024)

De Alice Toldo e Gislaine Angeli. Quando a água subiu em maio de 2024, a Escola de Ensino Fundamental João Belchior Marques Goulart, no Sarandi, foi uma das mais atingidas. O documentário registra essa história.
A Cápsula do Tempo (2025)

De Maikel S.S. Um grupo de amigos desenterra uma antiga cápsula do tempo, no terreno da escola, e acabam libertando um fantasma que passa a assombrar o colégio. A produção contou com alunos da Escola de Ensino Médio Bento Gonçalves, da cidade de Canoas.
* Produção: Alana Borges
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