
A HBO Max acaba de adicionar ao seu menu Blue Moon: Música e Solidão (Blue Moon, 2025), filme que não teve lançamento nos cinemas brasileiros mesmo sendo de um diretor renomado: Richard Linklater, o cineasta da trilogia Antes do Amanhecer (1995), Antes do Pôr do Sol (2004) e Antes da Meia-Noite (2013).
As distribuidoras nacionais não se sensibilizaram nem com as indicações ao Oscar em duas categorias de peso: melhor ator, com Ethan Hawke, e roteiro original, assinado por Robert Kaplow.
Talvez seja o melhor papel da carreira de Hawke, texano de 55 anos que antes havia concorrido ao Oscar de melhor ator coadjuvante por Dia de Treinamento (2001) e por Boyhood: Da Infância à Juventude (2014). Ele também disputou as categorias de roteiro adaptado como um dos autores de Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia-Noite.
Aliás, Blue Moon é sua nona parceria com Linklater. Além da trilogia romântica e de Boyhood, a lista inclui Newton Boys: Irmãos Fora-da-Lei (1998), Waking Life (2001), Fast Food Nation (2006) e Baseado em Fatos Reais (2017).
Na trama, Ethan Hawke se transformou fisicamente (surge como um homem baixinho, franzino, bastante calvo e cheio de rugas) para interpretar um personagem psicologicamente ambíguo. Trata-se de Lorenz Hart (1895-1943), um famoso letrista da Broadway, onde manteve uma parceria de 25 anos com o compositor Richard Rodgers (1902-1979). No filme, Rodgers é encarnado por Andrew Scott. Juntos, eles criaram sucessos como a própria Blue Moon e My Funny Valentine.

Blue Moon se passa na noite de 31 de março de 1943 e é quase todo ambientado dentro de um restaurante de Nova York, o Sardi's. É lá, junto ao bartender vivido por Bobby Cannavale, que Hart vai afogar as mágoas depois de assistir à estreia do novo musical do seu antigo parceiro, Oklahoma!, agora com um novo letrista, Oscar Hammerstein II (1895-1960).
Por meio de diálogos imaginados que misturam ironia e melancolia, o protagonista exibe tanto o seu egocentrismo e a sua arrogância quanto sua solidão e suas inseguranças. Além de ter um sério problema com a bebida, Lorenz Hart sofria por causa da sua sexualidade. Talvez fingisse pra ele mesmo que não era gay, e daí fantasiava sobre a possibilidade de um romance com uma garota de 20 anos, Elizabeth Weiland, papel de Margaret Qualley.
É assinante mas ainda não recebe minha carta semanal exclusiva? Clique aqui e se inscreva na newsletter
Assista aos vídeos Dica do Ticiano no YouTube: clique aqui
Já conhece o canal da coluna no WhatsApp? Clique aqui: gzh.rs/CanalTiciano






