
Vencedor da competição brasileira na 22ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre (Fantaspoa), o filme de terror Covil (2026) pulou o circuito comercial — pelo menos no RS — e estreia diretamente no streaming. A partir desta quarta-feira (20), pode ser visto no Telecine, que tem acesso via Amazon Prime Video ou Globoplay.
Covil foi escrito, dirigido e editado por Rodrigo Lages, o mesmo autor de Lacuna (2021). O elenco do filme conta com a atriz gaúcha Vitória Strada e três atores da série da HBO Max Vale dos Esquecidos (2022): Juliana Lourenção, Daniel Rocha e o inglês James Turpin. Lucas Oliveira assina a direção de fotografia, Diego Castilho é o designe de produção, e Eduardo Bolzan compôs a trilha sonora.

Na trama, a jovem Olivia (papel de Lourenção), depois de herdar uma casa abandonada em uma metrópole do Brasil, se muda para lá com o namorado, Pedro (personagem de Rocha). Na residência, eles descobrem um quarto que esconde um segredo aterrador.
Vitória Strada, que encarna uma personagem misteriosa no filme, comentou:
— Covil foi um divisor de águas pra mim. Não só por protagonizar, mas por estar à frente como produtora, acompanhando cada decisão criativa e entendendo o impacto que isso tem na experiência do público. A personagem que eu interpreto é completamente diferente de tudo que já fiz. Uma figura enigmática, que o público não entende por completo de imediato e vai sendo revelada aos poucos, camada por camada. Isso exigiu de mim uma entrega muito profunda, de corpo e alma, e foi um dos trabalhos mais desafiadores da minha carreira como atriz.
O diretor, roteirista e montador Rodrigo Lages realiza um exercício nacional de um tipo de filme que costumamos importar: o suspense ou terror que embaralha a cronologia narrativa para estar sempre tirando nossas certezas (ou confirmando nossas suspeitas) e oferecendo uma reviravolta na trama. Covil vai e volta no tempo para, pouco a pouco, exibir todas as peças do quebra-cabeça.
Ainda que o enredo recorra a um clichê, Covil envolve. E a declaração de um personagem parece aludir ao espírito dos espectadores diante de filmes de terror: "Como somos atraídos por algo que não entendemos. Há uma vontade dentro de cada um de nós de explorar o desconhecido. Mas insistimos em nos limitar".
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