
Michael B. Jordan já era conhecido pela crítica quando estrelou Creed: Nascido para Lutar (Creed, 2015), cartaz do Domingo Maior da RBS TV, à 0h40min desta segunda-feira (1º). Tinha recebido elogios pelo desempenho em Fruitvale Station: A Última Parada (2013) e nos seriados A Escuta (quando ainda era um guri) e Friday Night Lights. Mas foi com punhos de boxeador que ele abriu portas em Hollywood, onde hoje, depois de conquistar o Oscar de melhor ator por Pecadores (2025), é um dos gigantes.
Aquele 2015 foi um ano estranho para Jordan. Em agosto, ele viu surgir a oportunidade de conquistar a fama mundial. Seu nome estava no elenco principal de um filme de super-herói, com um generoso orçamento de US$ 120 milhões. Mas, tal qual o poder do personagem que interpretou, o Tocha Humana, Quarteto Fantástico incendiou-se: não sobreviveu à imprensa (no site Rotten Tomatoes, tem apenas 9% de avaliações positivas) nem foi salvo pelo público (mal se pagou ao faturar US$ 168 milhões). A redenção viria poucos meses depois, em dezembro, quando estreou Creed, a segunda das cinco parcerias do ator com o diretor Ryan Coogler — eles trabalharam juntos também em Fruitvale Station, Pantera Negra (2018) e Pantera Negra: Wakanda para Sempre (2022).
O filme é mais um exemplo de como Hollywood gosta de apostar no que já deu certo, criando produtos derivados de obras previamente conhecidas pela audiência. No caso, a franquia Rocky, que rendeu cinco sequências depois do original de 1976, vencedor do Oscar de melhor filme, direção (John G. Avildsen) e edição e indicado a outros seis, incluindo ator (Sylvester Stallone) e atriz (Talia Shire).
Aqui, Stallone retoma o papel que lhe trouxe o estrelato, mas agora Rocky Balboa é um treinador de boxe. Jordan faz o protagonista, Adonis, filho de Apollo Creed, célebre adversário de Rocky que morreu na luta contra o russo Ivan Drago. A jornada dos dois personagens será marcada pelo humor de Balboa, pela seriedade de Adonis, pelos planos-sequência do primeiro combate e, claro, por uma lição de moral: a ideia de que vencer no ringue não é tão importante quanto incorporar o espírito de superação e entendimento proporcionado pelo esporte.
Creed arrecadou US$ 174 milhões — quase cinco vezes mais do que custou —, fez de Sylvester Stallone, indicado ao Oscar de coadjuvante, o sétimo ator na história a disputar a estatueta pelo mesmo personagem e alçou Michael B. Jordan ao estrelato. Já houve duas continuações: Creed II (2018), de Steven Caple Jr,, e Creed III (2023), dirigido pelo próprio Jordan.
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