
Em clima de Dia das Mães, a RBS TV exibe na Temperatura Máxima deste domingo (10), às 12h25min, a comédia brasileira que mais gente levou ao cinema: Minha Mãe É uma Peça 3 (2019), que somou 11,6 milhões de espectadores. É o melhor filme da trilogia estrelada pelo saudoso Paulo Gustavo (1978-2021), que tinha um futuro imenso pela frente quando morreu de covid-19, com apenas 42 anos.
Na trama dirigida por Susana Garcia, sua personagem, Dona Hermínia, tem que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias: Marcelina (papel de Mariana Xavier) está grávida, e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai se casar. Para bagunçar ainda mais a vida da protagonista, seu ex-marido, Carlos Alberto (Herson Capri), resolveu se mudar pro apartamento ao lado.
Minha Mãe É uma Peça 3 é o segundo filme mais assistido no ranking geral do cinema nacional. Só fica atrás de Nada a Perder (2018), a parte inicial da cinebiografia do pastor Edir Macedo, que vendeu 12,1 milhões de ingressos — um número que pode não corresponder ao público real: houve relatos de salas vazias, embora todos os bilhetes estivessem vendidos.
A trilogia toda foi um tremendo sucesso. Minha Mãe É uma Peça (2013), de André Pellenz, atraiu 4,5 milhões de pessoas aos cinemas. Minha Mãe É uma Peça 2 (2016), de César Rodrigues, teve 9,3 milhões de espectadores.
Paulo Gustavo criou Dona Hermínia à imagem e semelhança de sua mãe, Déa Lúcia Amaral, mas ela era como a mãe de todos nós. Uma reportagem sobre o êxito do terceiro filme nas bilheterias, publicada em GZH em janeiro de 2020, dava conta da universalidade alcançada pela personagem, que surgiu em 2006, para um monólogo teatral.
— Mãe é tudo igual, só muda o endereço: o jeito que ela reclama é igualzinho ao da minha mãe — disse uma estudante.
— Eu me identifiquei muito com a história. Moro em Dom Pedrito e minha filha veio para Porto Alegre fazer a vida dela. Quando os filhos saem de casa, a gente perde uma parte da gente — afirmou uma professora.

Na pele, nas sapatilhas e com os bobs da Hermínia, Paulo Gustavo tinha a habilidade de transformar o drama em piada, o particular em comezinho. O ator personificou as mães que não largam do pé dos filhos, apesar de já estarem bem crescidos, as mães que brigam por causa da tampa não devolvida de um pote de plástico, as mães que se metem na decoração da casa da prole e até na criação dos netos.
Mas Dona Hermínia também simboliza as mães que não medem esforços pra defender os rebentos, as mães que derramam seu amor sobre nós, as mães que, ora, só pedem um pouquinho de retribuição por tudo o que já fizeram pela gente.
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