
Apareceu recentemente no Sony One, canal do Amazon Prime Video com sete dias de teste grátis, O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, 2008), filmaço estrelado por uma atriz que está muito em alta: Anne Hathaway.
Ela protagoniza O Diabo Veste Prada 2 (2026), filme que já faturou mais de US$ 550 milhões nas bilheterias — é o quinto no ranking mundial deste ano. Em abril, Hathaway, 43 anos, foi eleita pela revista People a mulher mais bonita do mundo. Sua estrela brilha até no futebol: torcedora fanática do Arsenal, a atriz comemorou nas redes sociais a conquista do Campeonato Inglês pelo time de Londres, que não era campeão nacional havia 22 anos.
O Casamento de Rachel valeu a Anne Hathaway uma de suas duas indicações ao Oscar, na categoria de melhor atriz. Ela venceu como coadjuvante, por Os Miseráveis (2012).
O filme foi escrito por Jenny Lumet, filha do grande cineasta Sidney Lumet (1924-2011), e dirigido por Jonathan Demme (1944-2017), o mesmo de Totalmente Selvagem (1986), O Silêncio dos Inocentes (1991) e Filadélfia (1993).
Na trama, Hathaway interpreta Kim, jovem problemática que consegue liberação da clínica de reabilitação onde está internada para ir ao casamento da irmã mais velha, Rachel (personagem de Rosemarie DeWitt), com Sidney (Tunde Adebimpe, vocalista da banda TV on The Radio).

Um trauma do passado levou a adolescente Kim ao vício em drogas e álcool, e todos ali parecem esperar o pavio ser aceso a qualquer momento, a despeito do zelo do pai interpretado por Bill Irwin, figura amorosa e conciliatória que se põe como o algodão entre os cristais. Sobretudo quando entra em cena a mãe que vive afastada da família (papel de Debra Winger).
O cenário é típico dos filmes independentes dos EUA sobre famílias disfuncionais, não raro amargos. Mas a celebração multicultural — a noiva é branca, o noivo é negro, o casamento é à indiana, e a trilha vai do jazz ao samba brasileiro — cria um ambiente mais propício ao entendimento.
Contribui também a música, arte sem fronteiras que funde ritmos, raças, cores e línguas e que tem papel de destaque em O Casamento de Rachel. A familiaridade de Demme nessa área — ele dirigiu videoclipes como The Perfect Kiss (New Order) e Streets of Philadelphia (Bruce Springsteen), o filme Stop Making Sense (1984), que registra três shows da banda Talking Heads, e o documentário Heart of Gold (2006), sobre Neil Young — parece ter lhe dado inspiração e segurança para deixar que o som conduza as imagens. Repare em como o cineasta improvisa nas sequências musicais.
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