
Se a gente cruzar quantidade com qualidade, a HBO Max é a plataforma ideal para quem adora ver séries. Afinal, as produções com o selo da HBO costumam ser as campeãs de conquistas no Emmy, o prêmio mais importante da TV e do streaming nos Estados Unidos.
Eu já indiquei na coluna 20 séries que podem ser maratonadas em um dia. A lista deste fim de semana é dedicada aos melhores seriados com mais de uma temporada que estão disponíveis na HBO Max (nem todos foram produzidos pela HBO).
A ordem é apenas cronológica. Clique nos links se quiser saber mais.
1) Família Soprano (1999-2007)

Foram 112 indicações a Emmy e 21 troféus conquistados, incluindo dois de melhor seriado dramático (2004 e 2007), três de melhor ator (James Gandolfini, em 2000, 2001 e 2003) e três de melhor atriz (Edie Falco, em 1999, 2001 e 2003). Pelo Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos, a série criada por David Chase foi eleita a mais bem escrita de todos os tempos, à frente de clássicos como Além da Imaginação (1959-1964) e Seinfeld (1989-1998). Família Soprano desglamorizou a figura dos mafiosos, tornando-os muito mais humanos e medíocres.
Sua sequência de abertura já indicava um rumo diferente: deixamos a costumeira Nova York e pegamos a ponte para New Jersey. Lá, moravam Tony Soprano, sua esposa, Carmela, seus filhos, Meadow e A.J., e parentes que faziam jus à rima com serpente. Tony usava uma empresa de coleta de lixo como fachada para seus negócios sujos, geralmente fechados na boate brega Bada Bing. Grandalhão, seco e cruel quando necessário, Tony é ele próprio uma fachada: apenas para a psiquiatra, a Dra. Melfi (Lorraine Bracco), fala sobre suas crises de consciência e seus ataques de pânico. (6 temporadas, 86 episódios)
2) A Escuta (2002-2008)

Com o título original de The Wire, a série criada por David Simon foi recentemente eleita a melhor série do século 21 segundo 206 críticos, acadêmicos e profissionais de TV ouvidos pela BBC. Ambientada em uma das cidades estatisticamente mais violentas do mundo (Baltimore, no Estado de Maryland, nos EUA), aborda o narcotráfico e sua relação com instituições locais: a polícia, a Justiça, os políticos, a imprensa, as escolas e o sistema portuário. Os policiais tentam fazer alguma coisa contra o crime organizado, sabendo, desde o começo, que as chances estão entre mínimas e nenhuma.
Entre os personagens marcantes, estão o detetive Jimmy McNulty (Dominic West), um investigador hábil mas dado a atos de insubordinação e cheio de problemas pessoais, e Omar Little (Michael Kenneth Williams), que é gay, não leva desaforo para casa e vive de roubar traficantes para vender os seus produtos. Bem novinho, Michael B. Jordan participa da primeira temporada. (5 temporadas, 60 episódios)
3) The Office (2005-2013)

Desenvolvida por Greg Daniels com base no homônimo seriado britânico de Ricky Gervais e Stephen Merchant, a versão estadunidense de The Office deixou como legado um dos maiores personagens das comédias: Michael Scott, o chefe sem noção encarnado por Steve Carell (seis vezes indicado ao Emmy). No escritório da fábrica de papel Dunder Mifflin, Michael sintetiza vários problemas do mundo corporativo, mas, ao fazer isso, acaba por lembrar como somos imperfeitos. Não raro, nossa reação a suas atitudes passa da vergonha alheia à mais sincera ternura.
Tanto melhor que ele está rodeado de outros tipos memoráveis, como o excêntrico Dwight (Rainn Wilson), o isentão Jim (John Krasinski), a insegura Pam (Jenna Fischer), a rígida Angela (Angela Kinsey), Stanley (Leslie David Baker), o rei da má vontade, e Toby (Paul Lieberstein), que, à frente do RH, é o alvo preferido do protagonista. (9 temporadas, 201 episódios)
4) Roma (2005-2007)

Coproduzida pela HBO, dos EUA, e pela BBC, do Reino Unido, filmada na Itália e com cada temporada orçada em US$ 100 milhões, a série criada por Bruno Heller, John Milius e William J. MacDonald mostra a história da formação do Império Romano pelos olhos de dois soldados, entre os anos 52 antes de Cristo e 30 a.C. O certinho e casado Lucius Vorenus (vivido por Kevin McKidd) e o brigão e mulherengo Titus Pullo (Ray Stevenson) são nossos guias nos conturbados últimos anos do governo de Júlio César (Ciarán Hinds). Os dois acabam conquistando a simpatia de César e se envolvem nas suas reuniões com Cleópatra (Lyndsey Marshal), Marco Antônio (James Purefoy), Brutus (o ótimo Tobias Menzies) e outras figuras notórias daquele período.
Embora mantenha a mania hollywoodiana de imprimir sotaque britânico a papéis de época, Roma evita uma série de lugares-comuns. Por exemplo: as ruas não são limpas e organizadas como se via no cinema de antigamente, mas fétidas e tumultuadas. E, ao contrário do que poderia imaginar o espectador de filmes como Calígula (1979) e Gladiador (2000), há bem menos violência e sexo — a força do seriado são suas intrigas políticas. Ao todo, ganhou sete prêmios Emmy — os principais foram os de direção de arte (nas duas temporadas) e fotografia (na segunda). (2 temporadas, 22 episódios)
5) The Big Bang Theory (2007-2019)

A comédia criada por Chuck Lorre e Bill Prady fez um tremendo sucesso de público e ganhou um total de 10 Emmys, sendo quatro para Jim Parsons, como melhor ator no papel de Sheldon Cooper (personagem que acabou gerando um spinoff, O Jovem Sheldon). Sheldon divide o apartamento com Leonard Hofstadter (Johnny Galecki), seu colega no Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Ambos são nerds de carteirinha, como o engenheiro aeroespacial Howard Wolowitz (Simon Helberg, que merecidamente ganhou um prêmio Critics' Choice de coadjuvante) e o astrofísico Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar), e convivem com a vizinha Penny (Kaley Cuoco), uma garçonete e aspirante a atriz incapaz de diferenciar Star Trek de Star Wars, mas que sabe muito mais da vida prática e da vida social do que a turma de amigos. (12 temporadas, 279 episódios)
6) Boardwalk Empire (2010-2014)

Criada por Terence Winter, um dos roteiristas de Família Soprano, e produzida pelo cineasta Martin Scorsese, que dirigiu o primeiro episódio, a série é ambientada nos anos 1920, tendo como principal cenário Atlantic City, cidade litorânea no Estado de New Jersey. Seu protagonista, Enoch "Nucky" Thompson, inspirado em uma figura real e magistralmente interpretado por Steve Buscemi, é um dublê de político e gângster. Está envolvido tanto na venda ilegal de uísque — eram os tempos da Lei Seca nos EUA — quanto na especulação imobiliária. Transita entre cadáveres, melindrosas, marginais, corruptos e personagens históricos como Al Capone (Stephen Graham), Arnold Rothstein (Michael Stuhlbarg) e Lucky Luciano (Vincent Piazza).
Com 20 Emmys conquistados, Boardwalk Empire: O Império do Contrabando deixou como legado uma coleção de personagens e atuações memoráveis: o ex-soldado James Darmody (Michael Pitt), a jovem viúva Margaret (Kelly Macdonald), o agente do FBI Nelson Van Alden (Michael Shannon), a dançarina Gillian (Gretchen Mol), o pistoleiro desfigurado Harrow (Jack Huston), o criminoso líder da comunidade negra Chalky White (Michael Kenneth Williams) e o violento mafioso Gyp Rosetti (Bobby Cannavale, prêmio de melhor ator coadjuvante). (5 temporadas, 56 episódios)
7) Game of Thrones (2011-2019)

David Benioff e D.B. Weiss se basearam nos romances escritos por George R.R. Martin para desenvolver uma saga que se passa em um mundo imaginário inspirado nas sociedades feudais da Europa medieval e dividido em sete reinos. Criaturas fantásticas, como dragões e os Caminhantes Brancos, habitam Westeros, onde as estações do ano não são regulares — depois de um verão que durou nove anos, Game of Thrones começa com um ameaçador inverno à espreita. Nesse pano de fundo, transcorrem traições, batalhas e crimes que podem vitimar qualquer personagem, não importa o quão fundamental seja seu papel para a trama ganhadora de 59 Emmys.
O primeiro episódio é um cartão de visitas do que aguarda o espectador: tem decapitação, intrigas palacianas, casamento forçado, outra decapitação, tentativa de infanticídio e incesto. Nesse cenário, destacam-se pelo menos três famílias. Os Stark comandam Winterfell, no Norte, e serão arrastados para a tragédia e o sofrimento a partir da nomeação de Lorde Ned (Sean Bean) para Mão do Rei (uma espécie de primeiro-ministro) em Porto Real, a capital. Os Lannister são seus rivais: o poderoso Tywin (Charles Dance) e seus filhos, Cersei (Lena Headey), esposa do monarca, Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), espadachim membro da Guarda Real, e o anão Tyrion (Peter Dinklage), rejeitado pelo pai, apegado a prostitutas e gênio da política. Do outro lado do mar, há Viserys (Harry Lloyd) e sua irmã Daenerys (Emilia Clarke), os últimos descendentes da dinastia Targaryen, que tramam uma volta a Westeros. (8 temporadas, 73 episódios)
8) The Newsroom (2012-2014)

Uma das marcas registradas das obras escritas por Aaron Sorkin são os diálogos absurdamente velozes, reflexo da própria personalidade do roteirista. A metralhadora verbal é uma das armas de The Newsroom, que retrata com muito realismo e paixão as delícias, as dores e os dilemas do jornalismo. A série acompanha o dia a dia de uma emissora de TV lidando com episódios reais do noticiário recente (como o caso WikiLeaks ou o atentado à maratona de Boston) e com as mudanças na profissão, como aquelas provocadas pela revolução digital.
Jeff Daniels interpreta o âncora republicano, Will McAvoy. Emily Mortimer é a produtora MacKenzie McHale. Alison Pill encarna Maggie Jordan, que começa como estagiária. Dev Patel faz o papel do repórter Neal Sampat. Olivia Munn é Sloan Sabbith, a analista financeira do News Night, e Sam Waterston, Charlie Skinner, presidente da divisão de notícias da emissora comandada por Leona Lansing (Jane Fonda). (3 temporadas, 25 episódios)
9) Os Jovens Titãs em Ação! (2013-)

Se você tem um pezinho no mundo nerd (ou está atolado nele, como eu), esta série de animação faz uma ponte maravilhosa entre crianças e adultos. As primeiras vão se divertir com o visual (coloridíssimo), o ritmo (por vezes frenético) e o humor (escrachado) das aventuras vividas por uma equipe de super-heróis da DC: Robin, Estelar, Cyborg, Ravena e Mutano. Aos mais velhos, também há o apelo das piadas nonsense e das inúmeras referências a outros personagens dos quadrinhos (as aparições do Batman são hilárias).
Lá em casa, a Helena adora o Cyborg, um debochado de mão (biônica) cheia, a Aurora ama o Mutano, porque pode se transformar em qualquer animal, até nos que não existem, e eu sou fã do Robin _ sua chatice é comovedora. (10 temporadas até agora, 447 episódios)
10) True Detective (2014-)

A série criada por Nic Pizzolatto estreou sem maior badalação e conquistou público e crítica com sua peculiar estrutura narrativa — que ferve em ritmo lento influências da literatura do gênero e do fantástico, como O Rei de Amarelo, temas como pedofilia e bruxaria e referências à série Twin Peaks (1990-1991). Matthew McConaughey e Woody Harrelson vivem tipos recorrentes nas tramas policiais: dois tiras que são como água e azeite e combinam seus perfis antagônicos numa convivência em alta tensão descarregada sobre um objetivo comum. O enigmático Rustin Cohle e o vulcânico Martin Hart são detetives que solucionaram um crime em 1995 e que estão, em 2012, dando explicações a dois investigadores da região de Nova Orleans. Algo saiu dos trilhos nestes 17 anos, arrastando as vidas de Cohle e Hart por caminhos tortos, e um serial killer está nas ruas indicando que o caso supostamente resolvido pela dupla pode ter ficado com muitas pontas soltas.
Depois dessa primeira temporada, que venceu cinco categorias do Emmy, incluindo melhor direção (Cary Joji Fukunaga), já houve mais três, com histórias e elencos diferentes: Colin Farrell e Vince Vaughn na segunda, Mahershala Ali e Stephen Dorff na terceira, Jodie Foster e Kali Reis na quarta. (4 temporadas até agora, 30 episódios)
11) Succession (2018-2023)

Embora desprovida daquilo que conhecemos como cenas de ação, a série criada por Jesse Armstrong tem personagens que estão sempre andando na corda bamba e sempre esgrimindo com diálogos afiados. Não à toa, ganhou três vezes o Emmy de melhor série dramática e quatro vezes a categoria de melhor roteiro (no total, somou 19 troféus na premiação). Trata-se de um retrato impiedoso e sarcástico, mas com espaço para o afeto, da família de Logan Roy (Brian Cox), dono do quinto maior conglomerado de mídia e entretenimento — a Waystar Royco comanda jornais, canais de TV, sites, estúdios de cinema, cruzeiros, parques temáticos etc. Como o título indica, a sucessão na empresa deflagra os atritos, as mancadas e as puxadas de tapete neste "ninho de serpentes", a definição dada pelo tio Ewan.
Estamos diante de uma fauna com traços shakespearianos — aliás, a peça Rei Lear é uma inspiração assumida. Há o empresário tirano, o primogênito que parece o bobo da corte por conta das asneiras ditas, o filho covarde que finge ser corajoso, o genro que procura ser querido por todos mas que sabe ser abusivo, o primo pobre que quer ascender, a filha que procurou trilhar outro caminho... Ao acompanhar a movimentação desses tipos, Succession consegue mexer com sentimentos conflitantes que podemos ter em relação aos super-ricos: raiva, inveja ou um certo alívio por não estarmos em seu lugar. (4 temporadas, 39 episódios)
12) Industry (2020-)

Acompanha um grupo de jovens recém-formados que trabalham em um dos maiores bancos de investimento de Londres, o fictício Pierpoint & Co. Na trama, Harper (Myha’la Herrold), Yasmin (Marisa Abela), Robert (Harry Lawtey) e Gus (David Jonsson) competem para serem contratados pela corporação, revelando ambições, inseguranças e segredos. À medida que enfrentam dilemas éticos e crises pessoais, eles descobrem o preço da busca pelo sucesso.
Criada pelos ex-profissionais do mercado financeiro Mickey Down e Konrad Kay, Industry faz um retrato visceral e realista do cenário retratado — aliás, quem não tem familiaridade com o assunto pode ficar boiando durante tensas negociações, porque os roteiristas, em nome da verossimilhança, não fazem seus personagens explicarem seu beabá. A série mostra como a pressão, o assédio (moral ou sexual) e o esgotamento são intrínsecos a uma cultura de excessos — no álcool, nas drogas, no sexo. Harper, Yasmin, Robert e Gus são anti-heróis com moral ambígua: ora vamos torcer por eles, ora vamos querer que se ralem, ora vamos ter pena, ora vamos sentir vergonha alheia. As dinâmicas de poder, de classe, de raça e de gênero são temas constantes, e ao longo das temporadas o seriado abriu seu escopo, abordando também, entre outros assuntos, a política da sustentabilidade, o uso da máquina pública pela iniciativa privada e a lavagem de dinheiro por grandes empresas. (4 temporadas até agora, 32 episódios)
13) The White Lotus (2021-)

A série criada por Mike White consegue conjugar de modo brilhante comédia cáustica, dramas empáticos, mistério policial e crítica social — o alvo na primeira temporada, ambientada em um resort de luxo no Havaí, é o privilégio branco, a elite que jamais cede seu lugar ou estende a mão sem querer nada em troca. Na segunda temporada, que se passa na Sicília, White agregou pautas como casamento, sexo, competição masculina, traição e autoengano. A terceira teve como cenário a Tailândia e provocou em muitos espectadores a sensação de que "não acontece nada", mas essa sensação casava bem com um dos temas abordados: o conflito entre corpo e espírito que pode nos paralisar.
The White Lotus faturou 10 Emmys com a temporada de estreia, incluindo melhor minissérie, diretor, roteiro, ator coadjuvante (Murray Bartlett) e atriz coadjuvante (Jennifer Coolidge), e mais cinco com a segunda temporada, que valeu a Coolidge mais uma vitória. (3 temporadas até agora, 22 episódios)
14) Lakers: Hora de Vencer (2022-2023)

Inspirada no livro Showtime, do jornalista Jeff Pearlman, foi criada por Max Borenstein e Jim Hecht e reconstrói a história do Los Angeles Lakers a partir de sua aquisição, em 1979, por Jerry Buss (interpretado por John C. Reilly), um excêntrico homem de negócios que quer transformar o basquete em um espetáculo tanto dentro como fora das quadras. O elenco de personagens inclui os jogadores Earvin "Magic" Johnson (encarnado por Quincy Isaiah), Kareem Abdul-Jabbar (Solomon Hughes) e Norm Nixon (DeVaughn Nixon, filho do ex-atleta) e os treinadores Jerry West (Jason Clarke) e Pat Riley (Adrien Brody).
A primeira temporada de Lakers: Hora de Vencer começa pelo que parece ser o fim da jornada: a descoberta, em 1991, de que Magic Johnson era soropositivo, o que provocou o interrompimento de sua carreira, após cinco títulos conquistados em nove finais da NBA, a liga norte-americana de basquete. O primeiro episódio tem direção do cineasta Adam McKay (e o segundo, do ator Jonah Hill), que imprime seu estilo. Os atores quebram a quarta parede, falando diretamente com o público (apesar de já ser bem conhecido, o recurso ainda pode ser desconcertante e fascinante), textos se sobrepõem às imagens, e há aquela característica mistura de comédia ácida, drama e comentário sócio-político-econômico — na estreia, um tema forte foi o racismo. (2 temporadas, 18 episódios)
15) The Pitt (2025-)

Vencedor do Emmy do ano passado nas categorias de melhor seriado de drama, ator (com Noah Wyle) e atriz coadjuvante (Katherine LaNasa), mistura dois clássicos da TV. Por um lado, remete a Plantão Médico (1994-2009). Além de ser ambientada na emergência de um hospital, traz no elenco um ator daquele seriado, Noah Wyle, e foi criada por um de seus produtores e roteiristas, R. Scott Gemmill. Por outro, alude a 24 Horas (2001-2010/2014), por causa do formato: os 15 episódios de cada temporada de The Pitt cobrem em tempo real 15 horas da tensa rotina de um pronto-socorro em Pittsburgh.
Lá, um grupo de estudantes de Medicina dá seus primeiros passos na profissão, acompanhados de perto pelo personagem de Wyle, o doutor Michael Robinavitch. A ação começa às 7h do dia em que se completam quatro anos da morte do mentor de Robby, o doutor Adamson, por causa da pandemia de covid-19. Aliás, uma das inspirações para a série foi o profundo impacto físico e emocional do coronavírus nos profissionais de saúde. (2 temporadas até agora, 30 episódios)
Bônus: The Leftovers (2014-2017)

Esta eu nunca vi, mas alguns amigos meus são apaixonados. Criado por Damon Lindelof e Tom Perrotta (autor do livro em que a série se baseia), gira em torno dos habitantes da fictícia cidade de Mapleton, em Utah, três anos depois do fatídico dia 14 de outubro, quando 140 milhões de pessoas — 2% da população do mundo — sumiram sem deixar nenhum rastro. Justin Theroux, Amy Brenneman, Liv Tyler e Christopher Eccleston estão no elenco. (3 temporadas, 28 episódios)
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