
Uma das principais atrações da reta final do Fantaspoa, que termina neste domingo (26), é o filme brasileiro de terror Covil (2026). Trata-se de um dos 10 títulos que fazem suas primeiras exibições mundiais na 22ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre.
Covil terá duas sessões comentadas, ambas na Sala Paulo Amorim, na Casa de Cultura Mario Quintana. A primeira será nesta quinta-feira (23), às 19h30min, com a presença do diretor, roteirista e montador Rodrigo Lages, o mesmo autor de Lacuna (2021). A segunda, no sábado (25), também às 19h30min, contará com a participação da atriz gaúcha Vitória Strada.
O elenco do filme reúne três atores da série da HBO Max Vale dos Esquecidos (2022): Juliana Lourenção, Daniel Rocha e o inglês James Turpin. Lucas Oliveira assina a direção de fotografia, Diego Castilho é o designe de produção, e Eduardo Bolzan compôs a trilha sonora.
Na trama, a jovem Olivia (papel de Lourenção), depois de herdar uma casa abandonada em uma metrópole do Brasil, se muda para lá com o namorado, Pedro (personagem de Rocha). Na residência, eles descobrem um quarto que esconde um segredo aterrador.

Rodrigo Lages realiza um exercício nacional de um tipo de filme que costumamos importar: o suspense ou terror que embaralha a cronologia narrativa para estar sempre tirando nossas certezas (ou confirmando nossas suspeitas) e oferecendo uma reviravolta na trama.
Ainda que o enredo recorra a um clichê, Covil envolve. E a declaração de um personagem parece aludir ao espírito dos espectadores diante do Fantaspoa — uns estavam fazendo contagem regressiva, outros talvez nem conheciam o festival: "Como somos atraídos por algo que não entendemos. Há uma vontade dentro de cada um de nós de explorar o desconhecido. Mas insistimos em nos limitar".
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