
Será que O Agente Secreto conseguirá trazer mais um Oscar para o Brasil, depois da conquista inédita e histórica de Ainda Estou Aqui no ano passado? Quais são as chances de Wagner Moura na categoria de ator? Vai dar Uma Batalha Após a Outra ou Pecadores no prêmio de melhor filme?
Essas e outras perguntas serão respondidas a partir das 20h deste domingo (15), quando começa a 98ª cerimônia de premiação da Academia de Hollywood, no Dolby Theatre, em Los Angeles.
Na companhia das comunicadoras Kelly Matos e Babi Bitencourt, que estão em Los Angeles, e dos colegas Jaques Machado e Larissa Guerra, eu vou participar da cobertura pelo Grupo RBS, que começa às 19h30min no YouTube de GZH e ATL TV. A partir das 20h, a Rádio Gaúcha também transmite.
Confira, a seguir, como está a corrida nas 21 categorias de longas-metragens e saiba em quem eu votaria se fosse integrante da Academia. Clique nos links se quiser saber mais sobre os filmes.
Melhor filme

Indicados:
A corrida: dirigido por Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra venceu o Gotham Awards, o troféu da National Board of Review (uma organização de críticos), o Critics Choice, o Globo de Ouro de melhor comédia ou musical, o Bafta (da Academia Britânica) e o PGA Awards, o troféu da Associação dos Produtores dos EUA. Essa premiação costuma se mostrar bem alinhada à escolha da Academia de Hollywood. Desde o seu surgimento, em 1990, houve 26 coincidências entre o PGA Awards e o Oscar em 36 vezes, incluindo as últimas cinco (Nomadland, No Ritmo do Coração, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, Oppenheimer e Anora).
Na reta final, porém, ganhou força a candidatura de Pecadores, justamente o campeão de indicações ao Oscar e o novo recordista na história da premiação, superando as 14 recebidas por A Malvada (1950), Titanic (1997) e La La Land: Cantando Estações (2016). O filme escrito e dirigido por Ryan Coogler soma 16 indicações, contra as 13 de Uma Batalha Após a Outra.
Pecadores recebeu dois troféus de peso no The Actor, o novo nome da premiação do Sindicato dos Atores dos EUA. Venceu na categoria principal, a de melhor elenco, e na de melhor ator, com Michael B. Jordan.
O prêmio de melhor elenco não coincide tanto com o Oscar de melhor filme. Desde que foi instituído, as escolhas foram as mesmas em 15 oportunidades e diferentes em outras 15. Houve ocasiões em que o Sindicato dos Atores repetiu o ganhador do PGA Awards, mas depois o título eleito não confirmou o favoritismo no Oscar. Foram os casos, por exemplo, de Apollo 13, que perdeu para Coração Valente em 1996, e de Pequena Miss Sunshine, derrotado por Os Infiltrados em 2007.
Mas também houve vezes em que o The Actor de melhor elenco foi o ponto de virada na corrida pelo Oscar. Em 2006, Crash: No Limite bateu O Segredo de Brokeback Mountain, que havia conquistado o prêmio da Associação dos Produtores, o Globo de Ouro e o Bafta. Em 2020, Parasita sobrepujou 1917, que também tinha vencido o PGA Awards, o Globo de Ouro e o Bafta.
Eu daria o Oscar para: O Agente Secreto. O diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho fez um thriller político sobre memória e esquecimento, sobre opressão e resistência, sobre como acontecimentos do período da ditadura militar no Brasil (1964-1985) reverberam ainda hoje no país — quantas histórias foram mal contadas? Quantas biografias merecem ser reparadas? Como apontou o professor de cinema Fábio Rockenbach, a própria narrativa emula os temas do filme e o clima de medo difuso ou até de paranoia resultante da vida sob um governo autoritário: as coisas não são ditas com todas as letras, personagens surgem e desaparecem, o que chega ao público são fragmentos, versões incompletas, nunca a verdade inteira.
Minhas colunas sobre o Oscar 2026
Direção

Indicados:
- Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)
- Ryan Coogler (Pecadores)
- Josh Safdie (Marty Supreme)
- Joachim Trier (Valor Sentimental)
- Chloé Zhao (Hamnet)
A corrida: Paul Thomas Anderson parece que finalmente vai se livrar da pecha de grande perdedor do Oscar. Ele concorreu 11 vezes, como produtor, diretor ou roteirista de seis filmes diferentes: Boogie Nights: Prazer Sem Limites (1997), Magnólia (1999), Sangue Negro (2007), Vício Inerente (2014), Trama Fantasma (2017) e Licorice Pizza (2021). Nunca venceu.
Por Uma Batalha Após a Outra, PTA já ganhou o Bafta, o Globo de Ouro, o Critics Choice, o prêmio da National Board of Review e o DGA Awards, o troféu do Sindicato dos Diretores dos EUA. Desde a estreia dessa premiação, em 1949, apenas oito vezes o vencedor não repetiu o feito no Oscar. E as escolhas coincidiram em 26 das últimas 31 edições.
Eu daria o Oscar para: Josh Safdie, que em Marty Supreme é senhor absoluto do caos e, como escreveu o crítico e professor Arthur Tuoto, "converte sua estética nervosa em extensão direta da subjetividade instável" do protagonista.
Ator

Indicados:
- Timothée Chalamet (Marty Supreme)
- Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
- Ethan Hawke (Blue Moon)
- Michael B. Jordan (Pecadores)
- Wagner Moura (O Agente Secreto)
A corrida: a disputa está em aberto, com leve favoritismo para Jordan após conquistar o The Actor, do Sindicato dos Atores dos EUA. Moura foi premiado no Festival de Cannes e venceu o Globo de Ouro e o Satellite Awards (concedido pelos críticos da International Press Academy, a IPA) de ator em drama. Chalamet recebeu o Globo de Ouro e o Satellite de ator em comédia ou musical e também o Critics Choice. Hawke foi o eleito da National Board of Review. No Bafta, deu um ator não indicado, Robert Aramayo, por I Swear.
Eu daria o Oscar para: adoro as minúcias cataclísmicas de Wagner Moura e o contraste do charme natural de Timothée Chalamet com as características desprezíveis de seu personagem. Mas acho que votaria em Ethan Hawke, que em Blue Moon tem a seu favor a transformação física (surge como um homem baixinho, franzino, bastante calvo e cheio de rugas) e a ambiguidade psicológica: por meio de diálogos imaginados que misturam ironia e melancolia, o protagonista exibe tanto o seu egocentrismo e a sua arrogância quanto sua solidão e suas inseguranças.
Atriz

Indicadas:
- Jessie Buckley (Hamnet)
- Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas Eu te Chutaria)
- Kate Hudson (Song Sung Blue)
- Renate Reinsve (Valor Sentimental)
- Emma Stone (Bugonia)
A corrida: Buckley é favoritaça após faturar o Critics Choice, o Globo de Ouro de atriz em drama, o Bafta, da Academia Britânica, o The Actor, do Sindicato dos Atores dos EUA, e o Satellite Awards em drama. Byrne recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2025, o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical, o troféu do Film Independent Spirit Awards e o Satellite em comédia ou musical.
Eu daria o Oscar para: a despeito da expressão epifânica de Jessie Buckley na sequência final de Hamnet, votaria em Rose Byrne. Com o rosto sempre vigiado pela câmera, a atriz equilibra angústia, impulsividade, impaciência, vulnerabilidade e sarcasmo.
Ator coadjuvante

Indicados:
- Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra)
- Jacob Elordi (Frankenstein)
- Delroy Lindo (Pecadores)
- Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
- Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)
A corrida: páreo duro. Penn ganhou o The Actor e o Bafta. Skarsgård venceu o Globo de Ouro e o Satellite. Elordi venceu no Critics Choice. Lindo é a aposta da revista Variety.
Eu daria o Oscar para: Sean Penn, por encarnar um militar que é ao mesmo tempo ridículo e perigoso, reprimido e agressivo.
Atriz coadjuvante

Indicadas:
- Elle Fanning (Valor Sentimental)
- Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)
- Amy Madigan (A Hora do Mal)
- Wunmi Mosaku (Pecadores)
- Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)
A corrida: outra briga boa. Madigan faturou o The Actor e o Critics Choice. Mosaku ganhou o Bafta. Taylor levou o Globo de Ouro e o Satellite.
Eu daria o Oscar para: Wunmi Mosaku. Na pele de Annie, ela representa o coração, a espiritualidade e a ancestralidade do filme. E faz isso conjugando características aparentemente conflitantes: luto, sensualidade, acolhimento materno.
Seleção de elenco

Indicados:
- O Agente Secreto
- Uma Batalha Após a Outra
- Hamnet
- Marty Supreme
- Pecadores
A corrida: essa é uma categoria nova no Oscar e que não encontra paralelos nas premiações prévias — o troféu de melhor elenco no The Actor não é equivalente, mas seu vencedor, Pecadores, desponta como franco favorito.
Eu daria o Oscar para: O Agente Secreto. Gabriel Domingues arregimentou e harmonizou um elenco que mescla atores em diferentes estágios da carreira, de diferentes origens e diferentes formações. Pena que a Academia de Hollywood não deve ter a sensibilidade necessária para saborear os sotaques e os regionalismos dos personagens do filme brasileiro.
Roteiro original

Indicados:
- Blue Moon
- Foi Apenas um Acidente
- Marty Supreme
- Pecadores
- Valor Sentimental
A corrida: Pecadores ganhou o Bafta, o Critics Choice, o prêmio do Sindicato dos Roteiristas e o Satellite.
Eu daria o Oscar para: fosse só pelos diálogos, ficaria entre Blue Moon e Foi Apenas um Acidente. Mas é preciso reconhecer a originalidade e a audácia de Ryan Coogler, que em Pecadores mescla drama histórico sobre o racismo nos EUA, musical blues e terror com vampiros. O vilão da trama serve como uma alegoria de como a sociedade majoritariamente branca dos EUA vampiriza e se apropria da cultura produzida pela minoria negra.
Roteiro adaptado

Indicados:
- Uma Batalha Após a Outra
- Bugonia
- Frankenstein
- Hamnet
- Sonhos de Trem
A corrida: Uma Batalha Após a Outra venceu o Globo de Ouro (que não distingue entre scripts originais e adaptados), o Bafta, o Critics Choice, o troféu do Sindicato dos Roteiristas e o Satellite.
Eu daria o Oscar para: Uma Batalha Após a Outra. Paul Thomas Anderson pegou um romance publicado em 1990 por Thomas Pynchon e ambientado em 1984, ano da reeleição de Ronald Reagan à presidência dos EUA, e atualizou a trama para os dias de hoje, ainda que em uma realidade alternativa, na qual reflete sobre a política anti-imigração de Donald Trump, a censura a vozes contrárias, o recrudescimento do racismo e a divisão alarmante do país, onde ideias absurdas vem sendo normalizadas e onde a violência é uma resposta cada vez mais recorrente.
Fotografia

Indicados:
- Uma Batalha Após a Outra
- Frankenstein
- Marty Supreme
- Pecadores
- Sonhos de Trem
A corrida: Michael Bauman, de Uma Batalha Após a Outra, venceu o Bafta e o prêmio do Sindicato dos Diretores de Fotografia. O brasileiro Adolpho Veloso, de Sonhos de Trem, faturou o Critics Choice, o Independent Film Spirit Awards e o Satellite.
Eu daria o Oscar para: Adolpho Veloso, que em Sonhos de Trem faz um belíssimo trabalho, investindo na iluminação natural ou na luz de velas.
Montagem

Indicados:
- Uma Batalha Após a Outra
- F1
- Marty Supreme
- Pecadores
- Valor Sentimental
A corrida: Andy Jurgensen, de Uma Batalha Após a Outra, ganhou o Bafta, o troféu do Sindicato dos Editores, o Eddie, na categoria de comédia ou musical, e o Satellite. Michael Shawyer, de Pecadores, levou o Eddie de filme dramático. Stephen Mirrione, de F1, venceu o Critics Choice.
Eu daria o Oscar para: Stephen Mirrione, que organizou milhares de horas de filmagem em cenas de corrida que valorizam a velocidade dos carros mas também as emoções dos pilotos, intercalando um e outro com momentos de bastidores e imagens do ambiente. A edição em F1 é crucial para colocar o espectador dentro de uma pista, acelerar a narrativa e controlar a tensão.
Design de produção

Indicados:
- Uma Batalha Após a Outra
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- Pecadores
A corrida: O Bafta, o Critics Choice e o Satellite laurearam Tamara Deverell e Shane Vieau, por Frankenstein. No prêmio do Sindicato dos Diretores de Arte, deu Frankenstein (filmes de época), Uma Batalha Após a Outra (contemporâneos) e Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (fantasia).
Eu daria o Oscar para: Fiona Crombie e Alice Felton, de Hamnet, pela reconstrução do Globe Theatre e da casa da família Shakespeare.
Figurinos

Indicados:
- Avatar: Fogo e Cinzas
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- Pecadores
A corrida: Kate Hawley, de Frankenstein, venceu o Bafta, o Critics Choice, o Satellite e o troféu para filmes de época do Sindicato dos Figurinistas, que não premiou indicados ao Oscar nas categorias de longas contemporâneos (deu Uma Batalha Após a Outra) e fantasia (Wicked: For Good).
Eu daria o Oscar para: Ruth E. Carter, de Pecadores, pela mistura de autenticidade, elegância, identidade cultural e simbolismo visual.
Maquiagem e cabelos

Indicados:
- Coração de Lutador: The Smashing Machine
- Frankenstein
- Kokuho
- A Meia-Irmã Feia
- Pecadores
A corrida: Frankenstein venceu o Bafta e o Critics Choice. O Sindicato da categoria premiou Pecadores entre os filmes de época e Uma Batalha Após a Outra entre os contemporâneos, além de dar um troféu especial para as próteses de Frankenstein.
Eu daria o Oscar para: Thomas Foldberg e Anne Cathrine Sauerberg, fundamentais para fazer de A Meia-Irmã Feia "tanto um deleite para os olhos quanto um perigo para o estômago", como definiu a diretora do filme, a norueguesa Emilie Blichfeldt.
Som

Indicados:
- Uma Batalha Após a Outra
- F1
- Frankenstein
- Pecadores
- Sirât
A corrida: F1 ganhou no Bafta, no Critics Choice, no Satellite e no prêmio do sindicato.
Eu daria o Oscar para: Sirât, pelo peso incontornável que o som tem neste filme, tanto para a imersão quanto para o choque.
Música original

Indicados:
- Uma Batalha Após a Outra
- Bugonia
- Frankenstein
- Hamnet
- Pecadores
A corrida: Ludwign Göransson (Pecadores) venceu o Bafta, o Globo de Ouro, o Critics Choice e o Satellite.
Eu daria o Oscar para: Ludwig Göransson. O compositor sueco é essencial para estabelecer e variar o clima de Pecadores, ora hipnótico, ora eletrizante, ora tétrico, ora sensual, ora epifânico.
Canção original

Indicadas:
- Dear Me (de Diane Warren: Relentless)
- Golden (de Guerreiras do K-Pop)
- I Lied to You (de Pecadores)
- Sweet Dreams of Joy (de Viva Verdi!)
- Train Dreams (de Sonhos de Trem)
A corrida: Golden ganhou o Globo de Ouro, o Critics Choice e um Grammy e é apontada como a favorita.
Eu daria o Oscar para: I Lied to You, composta por Raphael Saadiq (letra) e Ludwig Göransson (música) e cantada por Miles Caton, para coroar a cena de Pecadores que é a mais mágica da temporada.
Efeitos visuais

Indicados:
- Avatar: Fogo e Cinzas
- F1
- Jurassic World: Recomeço
- O Ônibus Perdido
- Pecadores
A corrida: Avatar 3 faturou o Bafta, o Critics Choice, o Satellite e sete prêmios do sindicato da categoria, que também deu um troféu para F1 e um para Pecadores.
Eu daria o Oscar para: qualquer um menos Avatar 3, filme que parece só uma repetição de Avatar 2. Entre os outros quatro candidatos, votaria em F1.
Filme internacional

Indicados:
- O Agente Secreto (Brasil)
- Foi Apenas um Acidente (França)
- Sirât (Espanha)
- Valor Sentimental (Noruega)
- A Voz de Hind Rajab (Tunísia)
A corrida: O Agente Secreto ganhou o Globo de Ouro, o Critics Choice, o Film Independent Spirit Awards e o Satellite. Valor Sentimental triunfou no Bafta e soma nove indicações ao Oscar, contra as quatro do filme brasileiro. Nas apostas da Variety, do Hollywood Reporter e do site Gold Derby, o título norueguês aparece em vantagem.
Eu daria o Oscar para: O Agente Secreto, pelos motivos já listados. Mas também ficaria muito feliz se ganhasse Foi Apenas um Acidente, que é um filme aparentado do brasileiro mas com um epílogo mais poderoso.
Longa de animação

Indicados:
- Arco
- Elio
- Guerreiras do K-Pop
- A Pequena Amélie
- Zootopia 2
A corrida: Guerreiras do K-Pop venceu o Globo de Ouro, o Critics Choice e as 10 categorias que disputava no Annie, a principal premiação das animações. Zootopia 2 levou o Bafta. Elio ganhou o Satellite.
Eu daria o Oscar para: A Pequena Amélie, produção franco-belga dirigida por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, pelo frescor visual em uma reflexão poética sobre a a descoberta da consciência na infância.
Documentário

Indicados:
- Alabama: Presos do Sistema
- Embaixo da Luz de Neon
- Rompendo Rochas
- A Vizinha Perfeita
- Um Zé Ninguém Contra Putin
A corrida: Um Zé Ninguém Contra Putin conquistou o Bafta. A Vizinha Perfeita levou os prêmios de melhor documentário e melhor direção no Critics Choice.
Eu daria o Oscar para: A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir, pelo retrato contundente do racismo e da violência legalizada nos EUA construído somente com imagens de câmeras corporais da polícia, das câmeras de segurança da vizinhança, dos interrogatórios policiais e com os áudios de ligações para o serviço de emergência.
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