
A Sessão Nostalgia da Sala Paulo Amorim, na Casa de Cultura Mario Quintana, exibe às 14h deste domingo (25) Saneamento Básico, o Filme (2007), comédia escrita e dirigida por Jorge Furtado que traz no elenco os dois nomes do cinema brasileiro mais badalados no Exterior: Fernanda Torres e Wagner Moura.
Ela ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em drama no ano passado por Ainda Estou Aqui (2024), pelo qual também concorreu ao Oscar.
Ele foi premiado no Festival de Cannes e com o Globo de Ouro de melhor ator em drama por O Agente Secreto (2025), que também valeu uma indicação ao Oscar.
Conforma declarou Jorge Furtado em entrevista à coluna realizada no Festival de Punta del Este, onde recebeu homenagem pelos 40 anos de carreira, em fevereiro de 2024, Saneamento Básico é seu filme que mais revê:
— Acho que é o filme que tem menos coisa para mexer. O cinema é a arte mais coletiva que existe. Os filmes do Jorge Furtado são também da Nora Goulart, da Ana Luiza Azevedo, do Giba Assis Brasil (seus sócios na Casa de Cinema de Porto Alegre). Depende da equipe, e no Saneamento Básico deu tudo certo. O roteiro funcionou, o elenco era incrível, deu certo a filmagem... É o meu filme que eu mais revejo.

Estrelado também por Paulo José, Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Bruno Garcia, Saneamento Básico, o Filme teve como principal locação o município de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha. A comédia se passa na fictícia Linha Cristal, uma pequena comunidade de descendentes de italianos que sofre sem o tratamento do esgoto. A cidade não tem dinheiro para resolver o problema, mas daí surge a ideia de aproveitar uma verba federal concedida para uma produção cinematográfica de ficção: os moradores vão construir uma fossa enquanto fazem um filme sobre a própria obra.
Para cumprir as exigências burocráticas, a solução encontrada pelo grupo liderado por Marina (Fernanda Torres) e Joaquim (Wagner Moura) é criar uma história fictícia sobre um monstro que aparece durante as escavações. A partir daí, a vila inteira passa a se envolver na produção, que inclui roteiro improvisado, figurinos caseiros, atores amadores e uma câmera emprestada.
— O filme é uma declaração de amor ao fazer cinema e ao cinema brasileiro — definiu Furtado.
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