
Entra nesta segunda-feira (19) no menu da Netflix o filme que muita gente aponta como a obra-prima do diretor e roteirista Quentin Tarantino. Aliás, Bastardo Inglórios (Inglourious Basterds, 2009) termina com a seguinte narração em off: "Acho que esta pode ser minha obra-prima".
E não são apenas críticos e fãs que acham isso. O próprio cineasta coloca o longa-metragem no topo, acima até de Pulp Fiction (1994).
— Bastardos Inglórios é o melhor filme que já fiz. É a minha obra-prima — declarou Tarantino durante o podcast The Church of Tarantino, em 2025. — Era Uma Vez em… Hollywood (2019) é o meu favorito. E acho que Kill Bill (2003-2004) é o filme "definitivo", como se ninguém mais pudesse tê-lo feito, da minha imaginação, da minha identidade, do meu amor, da minha paixão e das minhas obsessões.
(No meu ranking, Bastardos Inglórios aparece na quarta colocação, abaixo de Pulp Fiction, de Kill Bill e de Cães de Aluguel, seu primeiro longa-metragem, lançado em 1992.)

Tarantino começou a escrever o roteiro de Bastardos Inglórios por volta de 1998, após a estreia de Jackie Brown (1997). Ele passou anos trabalhando no script, chegando a adiar o projeto em um determinado momento para se dedicar a Kill Bill.
Bastardos Inglórios é o primeiro título de uma trilogia informal em que o diretor reescreve a História — depois vieram Django Livre (2012) e Era uma Vez em... Hollywood. São seus três maiores sucessos de bilheteria: Django Livre faturou US$ 425,3 milhões, Era uma Vez em... Hollywood, US$ 371,9 milhões, e Bastardos Inglórios, US$ 321,4 milhões.
Quentin Tarantino concorreu ao Oscar de melhor direção e de melhor roteiro original por Bastardos Inglórios, que venceu na categoria de ator coadjuvante, com Christoph Waltz, e recebeu outras cinco indicações: melhor filme, fotografia (assinada por Robert Richardson), edição (de Sally Menke), mixagem de som e edição de som.
Ao mesmo tempo em que parodia filmes de guerra como Os Canhões de Navarone (1961) e Os Doze Condenados (1967), Tarantino sacraliza a sala de cinema e celebra o dom de iludir de seu ofício ao subverter fatos da Segunda Guerra.

Em atuação impagável, Brad Pitt vive Aldo Raine, um matuto tenente dos EUA que lidera um grupo de militares judeus na caça aos nazistas na França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial. A ordem é fazer uso de violência extrema, para tocar o terror nos soldados de Hitler.
Christoph Waltz, que também foi premiado no Festival de Cannes, interpreta Hans Landa, um coronel poliglota da SS. E Mélanie Laurent é Shosanna, uma sobrevivente que assume outra identidade e passa a gerir um cinema de Paris que é frequentado pelos alemães. O elenco estelar inclui Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Mike Myers, Rod Taylor, Léa Seydoux e Eli Roth.
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