
O Museu do Louvre, em Paris, foi cenário de um roubo com ares de cinema neste domingo (19).
Em uma ação que durou apenas sete minutos e que incluiu um guindaste acoplado a um caminhão, sem tiros nem feridos, ladrões quebraram vitrines de vidro reforçado e levaram oito joias da Coroa francesa.
O crime real faz lembrar de crimes fictícios e de filmes que reconstituem casos reais. Confira:
1) Lupin (2021-)

A conexão mais direta do roubo no Louvre com um filme ou uma série é com a primeira temporada do seriado francês Lupin, lançada em 2021. Trata-se de uma modernização das histórias de Arsène Lupin, um célebre ladrão de casaca criado pelo escritor francês Maurice Leblanc em 1905.
Na trama do seriado, o ator Omar Sy interpreta o personagem Assane Diop, que planeja um grandioso assalto no Louvre: quer roubar um colar de Maria Antonieta. Esse é o ponto de partida da história, que logo se desdobra em uma jornada de vingança. (Netflix)
2) Picasso e o Roubo da Mona Lisa (2012)

O filme do diretor espanhol Fernando Colomo é baseado em uma história real ocorrida em 1911. Uma das pinturas mais famosas do Ocidente simplesmente desapareceu de seu lugar na parede do Louvre, deixando como sinal da ausência apenas os quatro ganchos que a sustentavam.
O sumiço da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, foi o estopim de um dos maiores casos policiais da Europa na primeira metade do século 20. A polícia francesa chegou a suspeitar que o pintor espanhol Pablo Picasso (na ficção, interpretado por Ignácio Mateos) e o poeta Guillaume Apollinaire estivessem envolvidos na ousada conspiração. (Looke, que pode ser acessado via Amazon Prime Video, com teste grátis de sete dias)
3) O Código Da Vinci (2006)

O Louvre é palco de um crime bem mais grave em O Código Da Vinci (2006), a adaptação cinematográfica do best-seller escrito por Dan Brown. Um assassinato no museu projeta o simbologista estadunidense Robert Langdon (papel de Tom Hanks) em uma perigosa aventura, ao lado da criptóloga Sophie Neveu (Audrey Tautou), filha do morto, o curador Jacques Saunière, cujo corpo foi descoberto em uma pose perturbadora que lembra O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.
No filme dirigido por Ron Howard, Langdon e Sophie vão investigar o suposto casamento de Jesus Cristo e Maria Madelena, que, na ficção, teria sido escondido por organizações secretas ligadas ao Vaticano e estaria ameaçado de vir a público. (Amazon Prime Video e HBO Max)
4) Francofonia (2015)

O cineasta russo Alexandr Sokurov aborda um outro tipo de crime: o saque de obras de arte cometidos pelos nazistas durante a ocupação alemã em Paris, na Segunda Guerra Mundial.
No filme, Jacques Jaujard (personagem de Louis-Do de Lencquesaing), diretor do Museu do Louvre, e o conde Franz von Wolff-Metternich (Benjamin Utzerath), chefe da Kunstschutz, a Comissão Alemã para a Proteção de Obras de Arte em França, unem-se para preservar as coleções do museu. O filme é uma espécie de continuação espiritual de Arca Russa (2002): novamente, Sokurov explora a relação entre arte e guerra, mistura realidade e ficção e "ressuscita" personagens históricos, como Napoleão Bonaparte (Vincent Nemeth). (Canal Arte1Premium do Amazon Prime Video, que oferece teste grátis de sete dias)
5) O Fantasma do Louvre (2001)

Tem até filme de terror no mais célebre museu do mundo: O Fantasma do Louvre (2001), de Jean-Paul Salomé, que traz no elenco Sophie Marceau, Michel Serrault e Julie Christie.
Quando uma múmia egípcia esquecida reaparece na instituição, uma série de acontecimentos sobrenaturais passa a assombrar os arredores, incluindo assassinatos e a possessão de uma jovem vizinha por um espírito. Quem já viu diz que O Fantasma do Louvre é criminosamente ruim. (Para aluguel em Apple TV, Google Play e YouTube)
6) Bando à Parte (1964)

Crime mesmo é estar fora de catálogo digital Bando à Parte (1964), clássico da nouvelle vague dirigido por Jean-Luc Godard. Dois rapazes que gostam de filmes antigos de Hollywood, Franz (Sami Frey) e Arthur (Claude Bresseur), tentam convencer a estudante Odile (Anna Karina) a ajudá-los a roubar a fortuna de seu patrão.
Em uma cena antológica, os três personagens tentam quebrar o recorde mundial de corrida pelos salões do Louvre — o que não chega a ser um crime, ok, mas é alvo da tentativa de repressão por um segurança do museu. A sequência foi recriada por Bernardo Bertolucci em Os Sonhadores (2003), esse sim, disponível no streaming, na plataforma MUBI.
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