
Tem lugares em Gramado que te recebem com carinho em forma de comida. E o Josephina é um deles. O primeiro prato que provei lá foi a Zwiebelsuppe — a sopa de cebola alemã coberta por uma fatia de pão sovado com queijo colonial gratinado. É especial para o frio. Eu ainda sinto aquele sabor e, sim, nesse caso sopa é refeição, porque poderia ser o prato principal!
Mas aí eu perderia de provar outras delícias do cardápio comfort food do lugar, que vem com aquele toque pessoal dos irmãos Patrícia, Gabriel, Rodrigo e Carolina. Eles moraram em lugares como Alemanha, Áustria e Nova York, e trouxeram essas referências para pratos que também carregam memórias da avó Josephina, como os pães caseiros e a famosa polenta cremosa.
Há 16 anos, os quatro irmãos transformaram a casa construída pelo bisavô na década de 1950 em bistrô, e o espaço é cercado de referências de família na decoração — fotos, quadros, discos de vinil e até o cofre do bisavô. Nos fundos, um jardim externo também recebe o público. O Josephina serve almoço, chá da tarde e jantar.

Em julho, funciona todos os dias das 11h30min às 22h (nos demais meses, fecha às quartas). Fica na Rua Pedro Benetti, 22, no Centro. Contato pelo WhatsApp (54) 3286-9778 e mais informações no Instagram @josephinagramado.
Novo Hamburgo restaura ícone da imigração alemã

Nasci em Novo Hamburgo e cresci vendo o Monumento ao Imigrante dentro da Sociedade Aliança, sem parar para pensar no real significado dessa construção. Acho que muitos hamburguenses viveram isso.
Mas, a partir de agora, isso deve mudar: o monumento, construído em 1927 para celebrar o centenário da imigração alemã no Rio Grande do Sul, acaba de ter sua primeira etapa de restauro concluída e será reaberto à comunidade neste sábado, data que marca a chegada dos primeiros alemães ao Vale do Sinos, em 1824.
A programação de reinauguração acontece das 13h às 19h na Sociedade Aliança, na Rua Oscar Emílio Müller, 49, no bairro Vila Nova, com visita guiada, cerimonial, apresentação do Coro Júlio Kunz e projeção mapeada. Das 13h às 17h, a visitação é aberta ao público. Após este sábado, o monumento seguirá aberto gratuitamente todos os dias, das 8h às 17h. Agendamentos pelo (51) 99114-6711.
O Sete de Abril voltou

Pelotas recuperou uma parte do seu coração cultural. Depois de 16 anos fechado para um longo processo de restauro, o Theatro Sete de Abril reabriu as portas no dia 7 de julho, data em que a cidade completou 214 anos. Inaugurado em 1834, é o teatro mais antigo do Rio Grande do Sul em operação e o quarto mais antigo do Brasil. São quase dois séculos de história e a reabertura, com show do pelotense Vitor Ramil, marcou o reencontro da cidade com um espaço que uma geração inteira cresceu sem conhecer por dentro.
Estive lá no Sete de Abril há exatamente um ano, com a equipe do Na Estrada, da RBS TV, e vi as obras acontecendo. Retornei na última semana para uma visita emocionante. Mais do que um prédio bonito de estilo italiano, com capacidade para 475 espectadores, o Sete de Abril é um símbolo do que a cultura representa para Pelotas e para o Rio Grande do Sul.
Às quartas-feiras, o teatro oferece visitas guiadas gratuitas, com inscrição pelo e-mail visitastheatrosetedeabril@pelotas.rs.gov.br. Mais informações no Instagram @theatrosetedeabril. E tanto no meu Instagram, @SaraBodowsky, quanto no @RoteirodaSara, você encontra vídeos com detalhes desse teatro que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.





