
Por decisão da desembargadora Jane Maria Kohler Vidal, o deputado federal Maurício Marcon (PL) teve de tirar do ar um vídeo com informações falsas sobre o ex-governador Germano Rigotto, candidato do MDB ao Senado. No vídeo, Marcon dizia que votar em Rigotto seria eleger Manuela D’Ávila (PSOL) e pautas de esquerda, como aborto, compartilhamento de banheiros entre homens e mulheres e liberação de drogas.
A remoção do conteúdo foi determinada em tutela de urgência pela desembargadora, na noite deste sábado (12), e se estende às plataformas onde o conteúdo foi publicado, prevendo multa em caso de descumprimento. A magistrada identificou no vídeo a utilização de informações falsas e a vinculação da imagem de Rigotto a propostas alheias à sua plataforma de mandato.
Para Rigotto, a decisão protege não apenas a sua candidatura, que vem sendo alvo cada vez mais frequente de fake news, mas também o próprio processo eleitoral:
— Fake news disseminam ódio nas redes sociais. São um artifício covarde usado por quem não tem condições de representar os gaúchos. Mas a Justiça mostra que está atenta a essa situação. E vamos interpelar a todos que utilizam desse artifício contra nossa candidatura. Quem compartilha esse tipo de conteúdo precisa saber que não está imune às sanções judiciais.
A desembargadora deu prazo de 24 horas para remoção do material e estabeleceu multa em caso de descumprimento.
O vídeo não está mais no ar.





