
Caminhadas, carreatas, bandeiraços e adesivaços ao redor do Estado marcaram o "dia do 15", nesta terça-feira, data usada pelo MDB para uma mobilização coordenada de campanha em alusão ao número da legenda. Em Porto Alegre, no Largo dos Açorianos, o candidato a governador do partido, Gabriel Souza, conduziu um ato ao lado de Germano Rigotto, que concorre ao Senado, e aliados do PSD, como seu vice, Ernani Polo, o deputado Frederico Antunes, que também disputa o Senado, e o governador Eduardo Leite.
Correndo contra o tempo na tentativa de alcançar o segundo turno, Gabriel enalteceu a presença das centenas de militantes e o trabalho corpo a corpo que vêm realizando na campanha. O vice-governador falou sobre os investimentos do governo estadual em áreas como saúde, educação e segurança, e, ao pedir votos para os candidatos da chapa a senador, aproveitou para fazer uma crítica ao STF.
— Aqui estamos trabalhando, mas lá em Brasília está uma vergonha — disparou.
Rigotto também usou o espaço para falar da crise no Supremo e, antes de discursar, convocou os militantes para uma vaia coletiva, direcionada aos ministros. O ex-governador rasgou críticas à Suprema Corte, dizendo estar "incrédulo" com os desdobramentos da crise e defendeu o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes.
— Essa vaia vai para o STF, pela demonstração de corporativismo. De colocar pano em cima de onde não deve. O que está acontecendo no Supremo é uma vergonha para a nação — disse o candidato, que defende que as indicações para o Supremo partam de uma lista sêxtupla, indicada por órgãos do Judiciário, dos quais três seriam aprovados pelo Senado e repassados à escolha do presidente da República.




