
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
A campanha eleitoral já ingressou no último mês antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Embora as atividades nas ruas e a propaganda em rádio e televisão tenham iniciado há alguns dias, as equipes dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul já preparam a reta final de uma cruzada que teve início ainda em 2025.
Quem mais corre contra o relógio é Gabriel Souza (MDB). Apesar de ter a máquina pública ao seu lado, com realizações do governo Eduardo Leite sendo enaltecidas nas propagandas, Gabriel luta contra o desconhecimento e não consegue decolar nas pesquisas — levantamento AtlasIntel divulgado no dia 3 coloca o vice-governador com 10,4% das intenções de voto, frente a 44,3% de Luciano Zucco (PL) e 37,5% de Juliana Brizola (PDT).
Mesmo assim, a equipe de Gabriel confia no trabalho que está sendo feito e manterá a estratégia adotada, com foco em mostrar que o emedebista é o candidato mais preparado para enfrentar as dificuldades do Estado e manter as realizações.
Dividindo a liderança de praticamente todas as pesquisas até aqui, Zucco e Juliana têm situação mais confortável e apostam em uma nova fase da campanha. A equipe do candidato do PL avalia que deram certo as investidas para apresentar Zucco como um político afastado do radicalismo, apesar da ligação com a família Bolsonaro. A partir de agora, a exposição de propostas será intensificada, com foco total em crescimento econômico.
Pelo lado de Juliana, o entendimento é de que a campanha está no caminho certo, já que, com metade do tempo de Zucco na propaganda eleitoral, os dois continuam muito próximos nas pesquisas. Assim como o adversário, a pedetista dá início a uma etapa de exibição dos programas e ações que planeja executar a partir de janeiro, e a chapa aposta em um maior acirramento e mobilizações de rua intensificadas a partir de 20 de setembro.
Mesmo com menos tempo de comerciais e recursos, Marcelo Maranata (PSDB) tem feito uma campanha focada no contato com as pessoas. Apesar de ter pontuado 2,3% na AtlasIntel, a equipe tucana relata que tem observado maior reconhecimento do público, e segue a aposta em aparecer em comerciais, debates e painéis para cativar o eleitor.
Ficha técnica
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 1.783 pessoas pela internet, entre 27 de agosto e 1º de setembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto, sob o registro no TSE: RS-00652/2026.
Pesquisas eleitorais
O Grupo RBS não faz pesquisas eleitorais nem divulga levantamentos encomendados por partidos, candidatos ou governos. Para atender ao interesse de seu público, os veículos do grupo somente contratam e divulgam resultados de institutos reconhecidos. Em 2026, contratou a Quaest, empresa de consultoria e pesquisa que reúne tecnologia e inteligência de dados, para realizar sondagens sobre a intenção de voto para o governo do RS, Senado e também recortes locais da disputa pela Presidência. Fundada em 2016, a Quaest tem sede em Belo Horizonte.





