
Satisfeita com os resultados do Ideb, depois de cinco anos à frente da Secretaria da Educação, Raquel Teixeira atribui o salto conseguido pelo Rio Grande do Sul a um conjunto de iniciativas que têm como ponto de partida o trabalho baseado em dados. Sem saber quais são as dificuldades de cada aluno, não havia como desenvolver um plano de ação para garantir a aprendizagem.
Raquel destaca o sistema de governança, que começa nas escolas e termina no governador, passando pelas Coordenadorias Regionais de Educação e pela Seduc, todos acompanhando os mesmos indicadores, a começar por frequência e desempenho.
A secretária, que chegou ao Estado em meio à pandemia e enfrentou o desafio das enchentes no Rio Grande do Sul, tem no topo da lista de iniciativas essenciais a escola resiliente:
— Hoje nossas escolas trabalham não apenas com a base curricular comum, mas com protocolos, informações climáticas e habilidades socioemocionais.
Raquel também se orgulha do projeto de educação antirracista, focado na aprendizagem. Quando assumiu, um dos dados que mais chamou a atenção da secretária foi o Rio Grande do Sul ser o Estado com maior diferença de aprendizagem entre alunos pretos e brancos.
— A escola é o lugar para fazer o aluno aprender. A aprendizagem é o sentido da escola e tem de ser o nosso foco. Escola não é religião, não é sindicato, não é partido político. E aprender é se preparar para a vida — diz a secretária sobre o papel da educação.
Outro projeto ao qual ela se dedicou mas que está mais atrasado é o da educação indígena, pelo quais as crianças serão avaliadas no seu idioma materno e na língua portuguesa.





