
Quatro anos depois de Jair Bolsonaro ter reunido um grupo de diplomatas estrangeiros para difamar o sistema eleitoral brasileiro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques reuniu embaixadores nesta segunda-feira (17) em Brasília para dizer que podem confiar na urna eletrônica.
Em um evento com a participação de representantes de 89 países, Nunes Marques atestou a segurança do sistema eletrônico de votação e destacou a parceria firmada entre a Justiça eleitoral brasileira e as plataformas digitais, para combater a disseminação de informações falsas.
— Como é de conhecimento comum em todos os países democráticos, agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais. A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política é uma triste realidade desta década — disse o ministro que vai presidir a eleição de outubro.
Na contramão do ex-presidente que o indicou para o Supremo Tribunal Federal, o ministro reiterou que as urnas são seguras e passam por constantes melhorias:
— Em síntese, somos capazes de totalizar com segurança, em poucas horas, os mais de 150 milhões de votos.
Contrariando a resistência do presidente Lula à presença de observadores dos Estados Unidos, o ministro disse que as portas da Justiça Eleitoral estarão abertas para as missões internacionais de observação eleitoral que avaliarão a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais brasileiras.
Nas próximas semanas serão firmados Acordos de Procedimentos com a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga Árabe.






