Na estreia do horário eleitoral gratuito, os candidatos ao Palácio Piratini e a representar o RS no Senado já puderam exibir suas primeiras propagandas. Como já havia sido antecipado pela coluna, o primeiro contato dos postulantes com os eleitores em rádio e televisão foi em tom de apresentação e com raras propostas.
Tanto no rádio quanto na televisão, Luciano Zucco (PL) tratou de esclarecer uma polêmica recente. Uma foto sua abraçado ao presidente Lula ressurgiu nas redes sociais nas últimas semanas, forçando Zucco a falar logo de cara sobre sua passagem pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão da Presidência da República responsável pela proteção dos chefes de Estado.
Ele serviu no GSI entre 2010 e 2016, quando era major do Exército, na coordenação operacional da segurança presidencial. O período abrange os governos de Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT.
Logo na sequência, Zucco enfatiza que foi o ex-presidente Jair Bolsonaro quem o apadrinhou para abandonar a carreira militar e migrar para a política — mas não faz nenhuma menção a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. No rádio, o tema é provocado pelo ex-senador Sérgio Zambiasi, que atua como apresentador do programa, lembrando dos tempos de radialista.
Juliana Brizola (PDT) começou a propaganda com um apelo emocional, citando a enchente e se solidarizando com os atingidos, usando a chuva como elemento central da narrativa.
Ao falar da trajetória, falou de projetos que elaborou quando foi deputada estadual, ligados a saúde e educação, e fez poucas referências ao avô, Leonel Brizola. A campanha também deixou o PT de fora, sem menções diretas a Lula e a Edegar Pretto, seu candidato a vice.
Gabriel Souza (MDB) foi o candidato que mais destacou a figura do vice, dando espaço quase semelhante para Ernani Polo (PSD) falar sobre a trajetória e pautas prioritárias para a chapa. Os dois aparecem sentados em um ambiente interno, sem olhar diretamente para a câmera, ao contrário dos adversários, que caminham por espaços públicos e dialogam diretamente com o telespectador.
Durante o comercial, Gabriel falou de entregas e indicadores positivos obtidos pelo atual governo estadual em áreas como segurança pública e educação. Mesmo assim, Eduardo Leite foi pouco citado pelo atual vice-governador.
Com apenas 30 segundos, Marcelo Maranata (PSDB) citou brevemente a sua trajetória e se solidarizou com endividados e afetados pela enchente. A estratégia foi convocar o público para acompanhá-lo nas redes sociais.

No Senado
Ficou evidente a tentativa das chapas da direita e da esquerda de convencerem os eleitores a votar nos dois candidatos da coligação. Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) transicionam as propagandas dizendo que quem vota em um, vota no outro, assim como fizeram Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL).
O comercial de Germano Rigotto (MDB) resgata o jingle da campanha que o elegeu governador em 2002, usando um coração como marca. Sem dizer uma palavra, o emedebista usa todo o tempo repetindo a música enquanto exibe vídeos e fotos ao lado da população. Sua dupla de chapa, Frederico Antunes (PSD), não apareceu no bloco das 13h, na televisão.





