
A três dias do encerramento do prazo para a realização das convenções partidárias, todas as chapas de relevância estão definidas, com exceção dos vices de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Flávio quer uma mulher como companheira de chapa, para tentar reduzir a rejeição no eleitorado feminino, mas quando encontra uma que aceite a missão, o partido da escolhida joga água na fervura. Foi assim com a ex-ministra Tereza Cristina, que aceitou o convite mas foi barrada por seu partido, o Progressistas (PP).
Neste domingo (2), o nome da vez é Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, mas ela ainda precisa convencer os demais integrantes da cúpula do partido de que esse é o melhor caminho. Parte dos líderes prefere a neutralidade para poder fazer alianças diferentes nos Estados.
Outro nome que Flávio gostaria de ter a seu lado é o de Daniela Marques, a quem escolheu para coordenar a área econômica no seu plano de governo, mas enfrenta dois problemas. O primeiro é Daniela é filiada ao Republicanos, partido que resiste em integrar a aliança, apesar de seu principal líder, o governador Tarcísio Gomes de Freitas, estar comprometido com Flávio. O segundo é que ela é uma técnica sem traquejo político e sem experiência eleitoral, além de ser carioca como Flávio.
O ex-governador de Minas Romeu Zema também está só. Sem conseguir alianças, é possível que seja obrigado a montar uma chapa pura, com um vice do Novo. Zema não conseguiu decolar nem mesmo em Minas, onde amarga um terceiro lugar nas pesquisas, bem distante de Flávio e do presidente Lula, que estão tecnicamente empatados no seu Estado.
Líder nas pesquisas, Lula foi o primeiro a definir seu vice, confirmando a permanência de Geraldo Alckmin (PSB), que se revelou um companheiro leal, resolvedor de problemas e fiador de Lula junto aos empresários. O PT realizou sua convenção nacional neste domingo e Lula foi confirmado candidato pela sétima vez desde 1989, período em que conquistou três mandatos agora tentará o quarto.
Vendo que não conseguiria aliados de peso, Ronaldo Caiado (PSD) escolheu o presidente do partido, Gilberto Kassab, mas nem assim conseguiu deslanchar nas pesquisas.
Sensação nas redes sociais, Renan Santos (Missão) teve a candidatura homologada neste fim se semana. O vice será o gaúcho Aroldo Medina, coronel da reserva da Brigada Militar e colecionador de fracassos eleitorais. Na última pesquisa disponível, ultrapassou Caiado e Zema e chegou ao terceiro lugar.





