
O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.
Um dia depois do debate na Rádio Gaúcha, os candidatos ao governo do RS estavam convidados para um novo enfrentamento. Apesar das quatro cadeiras dispostas no palco do confronto organizado pela Famurs, com transmissão da TV Pampa, somente duas foram ocupadas, por Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB).
Líderes nas pesquisas de intenção de voto, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) alegaram impossibilidade de participar em razão de outras agendas e não compareceram. Juliana esteve em Teutônia, onde participou de reunião com a CIC, e Zucco ficou em Porto Alegre para reuniões internas da campanha.
Durante pouco mais de uma hora e meia, Gabriel e Maranata responderam perguntas sobre a relação do governo estadual com os municípios diante de uma plateia de prefeitos e gestores. Os dois puderam expor suas ideias para infraestrutura, saúde, municipalismo e desenvolvimento regional.
O emedebista e o tucano também falaram sobre a reconstrução do Estado, quando Maranata voltou a cobrar do governo estadual o uso dos mais de R$ 6,5 bilhões disponibilizados pela União. Gabriel rebateu citando obras em andamento para reconstrução de rodovias e pontes e o investimento no dique do Sarandi, na Capital.
O debate ocorreu durante o 44º Congresso de Municípios do RS, em Restinga Seca, celebrando ainda os 50 anos da Famurs, completados em 2026. A entidade municipalista ainda organizará um segundo confronto entre os candidatos ao governo estadual: será em 2 de setembro, durante a Expointer.
Jogando "em casa"
Além da ausência dos competidores com quem tem os principais embates, Gabriel jogou "em casa" no debate promovido por uma entidade comandada por Ique Vedovato (MDB), prefeito de Imbé (região de Gabriel, que é de Tramandaí).
Na plateia, boa parte dos prefeitos que acompanharam o evento também eram apoiadores da candidatura emedebista, o que deixou o ambiente "hostil" para Maranata.




