
Equilíbrio fiscal será o ponto central do plano de governo proposto por Gabriel Souza, pré-candidato a governador pelo MDB. Em reta final de elaboração, o documento já está com a estrutura técnica concluída e foi submetido na última sexta-feira (10) ao coordenador do grupo, José Fogaça. Nos próximos dias, o texto passará por um refino para alinhar a linguagem formal ao discurso político da campanha, a partir da revisão e apontamentos de Gabriel, Fogaça e do vice na chapa, Ernani Polo (PSD).
Assim como a metodologia adotada para reunir propostas, o plano de governo emedebista será estruturado em quatro eixos: cuidar das pessoas, cuidar das contas, liberdade econômica e desenvolvimento e resiliência. A partir de cada uma dessas ideias centrais, estarão englobadas áreas temáticas, como educação, saúde, defesa civil, economia e segurança.
Braço direito de Fogaça na elaboração do plano de governo, Clóvis Magalhães — atual secretário estadual de Logística e Transportes — explica que as contas públicas estarão no centro das propostas por entenderem que só será possível avançar nos investimentos de outras áreas a partir da estabilidade econômica.
— Cuidar das contas envolve trabalhar toda a dinâmica desde fluxo de caixa, organização das contas, novo cenário que se avizinha, com Propag e reforma tributária, como que um governo pode ter adequação às políticas públicas em nível nacional. Vamos manter as contas em dia porque isso significa cuidar das pessoas, manter ações de resiliência, ter mais atração de investimento — esclarece.
Para dar musculatura técnica à proposta, foram criados 25 grupos temáticos dedicados a mapear os avanços da atual gestão, identificar gargalos remanescentes e apontar diretrizes. A elaboração combinou esse diagnóstico interno com o projeto "Vozes do Rio Grande", que fez rodadas de audiências em Porto Alegre e no Interior para ouvir demandas da sociedade civil. O modelo repete formato adotado por Fogaça em campanhas anteriores na Capital.
Além das sugestões apontadas nas reuniões temáticas e pelas lideranças partidárias que compõem a coligação, o plano também englobará dados sobre a última gestão no governo do Estado, da qual Gabriel é vice-governador. Serão apresentados resultados e programas criados nos últimos anos para dar um tom de continuidade a um eventual governo Gabriel-Ernani.
Com o texto concluído, a elaboração do plano entra na fase de arremate, em que será dado o tom político para o documento. Nesta semana, deve ser realizada uma reunião de consolidação do material, a partir das adaptações sugeridas pelos líderes da chapa.
— Já estamos quase que numa fase de leitura crítica, com a estrutura bem azeitada. Hoje, entendemos que o texto já está bastante consistente, mas encaminhamos ao Fogaça, que vai traduzir algumas coisas de maneira diferente do que está posto. Gabriel já deu contribuições de coisas que ele mesmo queria que se incluísse — explica Clóvis.
Os planos de governo têm de ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral como pré-requisito para que as candidaturas sejam validadas. O documento funciona como a primeira oportunidade de os candidatos apresentarem suas propostas e prioridades ao eleitor.
Nos próximos dias, a coluna irá apresentar detalhes dos planos de governo de Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB).

