
Desde que a cheia do Guaíba em 2024 rompeu barreiras de proteção de Porto Alegre e expôs os problemas do sistema de contenção de enchentes da cidade, o prefeito Sebastião Melo garantiu que uma das ações emergenciais seria o fechamento definitivo ou reforma das comportas. Nesta quarta-feira (8), Melo fez questão de acompanhar o teste das novas estruturas no dique da Avenida Castelo Branco, que marcou a conclusão das obras de modernização das passagens móveis.
Foram mais de R$ 11 milhões investidos na requalificação das estruturas localizadas tanto na Zona Norte quanto no Muro da Mauá, no Centro Histórico.
— Com a instalação das comportas 11 e 12, a linha de contenção que vai do Muro da Mauá ao dique da Castelo Branco está 100% recuperada e qualificada. E seguimos avançando em todas as frentes. Uma cidade protegida contra as cheias é condição para que as pessoas queiram viver aqui e para que as empresas queiram investir. É essa confiança que estamos reconstruindo, obra por obra — celebrou o prefeito, após acompanhar o teste, em que os portões foram fechados e reabertos.
Das 14 comportas no sistema de proteção da Capital, oito foram definitivamente fechadas, substituídas por estruturas de concreto armado, em locais cuja utilização para acesso ao Guaíba foi reduzida com o passar dos anos. Além das duas entregues nesta quarta, outras quatro comportas foram reformadas e modernizadas.
— Cada intervenção foi desenvolvida com base nas lições deixadas pela enchente de 2024. Entregamos um conjunto de comportas mais robusto, com melhor vedação, operação mais ágil e maior capacidade de resposta em situações de cheia — destacou o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.




