
O país está em polvorosa porque o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar as relações escusas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A defesa do filho do presidente da República diz que se trata de perseguição política e todo aquele blá-blá-blá que repetem os acusados de qualquer delito. É verdade que na lei brasileira o ônus da prova cabe a quem acusa, mas na política ocorre o contrário. Quem é acusado precisa provar que é inocente.
Lulinha precisa ser investigado e, se comprovado que usou a condição de filho do presidente em benefício próprio ou que se envolveu em algum esquema criminoso, pagar. Teria sido melhor para o pai se os seus aliados no Congresso não tivessem barrado a investigação do filho na CPI do INSS. Ao blindar Lulinha, os aliados deixaram a porta aberta para que ele seja alvo de uma investigação agora, às vésperas da eleição.
Os adversários estão salivando. Identificaram um ponto fraco para tentar atingir o presidente Lula, que lidera todas as pesquisas de primeiro e segundo turnos. O PT estaria salivando se fosse o contrário, porque sempre foi implacável com os adversários. Aliás, os petistas comemoram o fato de que dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo, estão sendo investigados pela Polícia Federal.
Afinal, o que pesa contra Lulinha? As principais suspeitas são de tráfico de influência e corrupção em negócios de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, com o Ministério da Saúde. Lulinha mora na Espanha, admitiu ter negociado com o Antunes uma associação para produzir cannabis medicinal.
A PF vai investigar também se Lulinha tem algum envolvimento com os desvios de dinheiro de aposentados do INSS, esquema do qual o “Careca” é um dos principais suspeitos. Lula disse que o filho não terá privilégio e será investigado como um cidadão qualquer. Nem poderia ser diferente, porque o filho não está acima de ninguém.




