
No contexto da campanha eleitoral, a imagem da semana que se encerra não é nova. É de 2022 e mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) sem camisa, aparentemente na área da piscina do Hotel Fasano, um dos mais luxuosos do Rio de Janeiro, na companhia de Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, espécie de jagunço de Daniel Vorcaro que atentou contra a própria vida logo depois de ser preso.
Flávio já apresentou diferentes versões para a foto, sempre garantindo que não conheceu Sicário. No primeiro momento, disse que, como pessoa pública, tira fotos com desconhecidos. Depois, seguindo a trilha do irmão Eduardo Bolsonaro, questionou a autenticidade da foto, insinuando que a imagem pode ter sido produzida por inteligência artificial.
Nesta sexta-feira (17), a plataforma brasileira de autenticidade digital SignaIP analisou a fotografia e não encontrou indícios de uso de inteligência artificial na imagem.
A análise da SignaIP combina duas verificações independentes: uma voltada à procedência do arquivo e outra destinada a identificar evidências de geração por inteligência artificial. No caso da fotografia de Flávio, a ausência de credenciais de autenticidade impediu a comprovação de sua origem, mas a plataforma não encontrou elementos técnicos compatíveis com imagens produzidas ou manipuladas por IA.



