
Resultado de consultas a diferentes setores da sociedade, o relatório com o diagnóstico dos principais desafios do Estado e as propostas para enfrentá-los foram apresentados à candidata Juliana Brizola (PDT) e seu vice, Edegar Pretto (PT) neste fim de semana.
Sob coordenação do professor Paulo Burmann, 35 grupos trabalharam na construção das propostas, que agora serão sistematizadas no documento a ser protocolado no Tribunal Regional Eleitoral no registro da candidatura.
O processo mobilizou 656 participantes, entre especialistas, pesquisadores, representantes de movimentos sociais, entidades da sociedade civil, líderes políticos e cidadãos de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
Em seminário na tarde de sábado, os coordenadores apresentaram as principais conclusões dos trabalhos e entregaram oficialmente o relatório final a Juliana.
— Este plano nasce da escuta, do diálogo e da contribuição de centenas de pessoas que acreditam que o Rio Grande do Sul pode voltar a ser protagonista. É um compromisso construído a muitas mãos, colocando o povo gaúcho no centro das decisões e devolvendo à política a sua verdadeira função: servir às pessoas — disse Juliana.
Segundo o coordenador-geral do Plano de Governo, Paulo Burmann, o processo foi marcado pela diversidade de contribuições e pelo elevado nível técnico dos debates:
— Concluímos uma etapa muito importante. Os 35 grupos produziram diagnósticos e propostas consistentes para os principais desafios do Estado. Agora iniciaremos o trabalho de sistematização dessas contribuições, consolidando um documento que representa uma construção coletiva e plural para o futuro do Rio Grande do Sul.
O plano está estruturado em quatro grandes eixos: social, infraestrutura, área econômica e administrativa.
Entre as prioridades estão o fortalecimento da educação pública, da saúde e da assistência social, o enfrentamento à violência contra as mulheres, a modernização da infraestrutura logística, a prevenção às mudanças climáticas, o incentivo à inovação, à indústria, ao agronegócio e à agricultura familiar, além de uma gestão pública transparente, eficiente, com equilíbrio fiscal e participação popular.

