
Depois de Eduardo Leite vetar o fim da taxa de licenciamento veicular, o governo do Estado estuda a possibilidade de enviar um projeto alternativo à Assembleia Legislativa, prevendo apenas uma redução do valor, em vez da extinção da cobrança. A proposta, ainda incipiente e extraoficial, dependeria de aceitação entre os deputados, que, em junho, aprovaram por unanimidade acabar com a taxa.
Parlamentares da oposição à direita foram sondados nos últimos dias pela base do governo na Assembleia, que sugeriu a ideia para testar a aceitação de uma proposta que concilie os dois lados. O veto de Leite foi criticado por deputados de PL, PP e Novo, que seguem irredutíveis e mantêm a defesa pelo fim da taxa. A esquerda também já declarou ser favorável a acabar com a cobrança e não deve mudar o posicionamento.
— Agora que a sociedade se mobilizou para acabar com essa injustiça, o governo quer apresentar uma proposta paliativa. Não contem comigo para manter uma cobrança injusta ao cidadão ou negociar qualquer criação de taxa — disse Rodrigo Lorenzoni (PP), autor da proposta original.
O texto aprovado em junho acaba com a taxa, com a justificativa de que o valor é cobrado para emissão de um documento — o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) — que atualmente só existe em formato digital.
Mesmo com aval dos deputados da base, Leite vetou a medida, e explicou que o governo perderia R$ 750 milhões por ano em arrecadação. Segundo o governador, 30% do valor é destinado à segurança pública.
Sob relatoria da deputada Luciana Genro (PSOL), o veto passa a trancar a pauta em 24 de agosto. Sem construção de acordo, a decisão de Leite deverá ser derrubada, e, com isso, a Assembleia vai promulgar a extinção da taxa.


