
Depois de recusar o convite de Flávio Bolsonaro (PL) para ser vice, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) admitiu a possibilidade de concorrer a presidente. A manifestação foi feita em um grupo de WhatsApp do qual participam grandes empresários ligados ao agronegócio.
"Ministra, vamos para presidente", escreveu um empresário participante do grupo.
"Estou pronta", respondeu Tereza Cristina.
Em seguida, outros participantes encaminharam manifestações de apoio e emojis de palmas, bênçãos, positivo e taça dourada.
Diante da empolgação, a ex-ministra fez uma ressalva: "Mas não depende só de mim. Meu partido precisa me dar legenda".
A ex-ministra da Agricultura vinha dizendo que não aceitaria ser vice de Flávio porque seu projeto era disputar a presidência do Senado. Nesta terça-feira (28), ela admitiu concorrer ao Planalto. Caso isso se concretize, o que precisa ocorrer até 4 de agosto, fracionará ainda mais os votos da direita, hoje representada por Flávio, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Recentemente, o PP e o União Brasil, que estão federados para a próxima eleição, anunciaram que ficariam neutros. A eventual candidatura de Tereza Cristina seria uma espécie de proteção de setores empresariais diante da possibilidade de surgirem fatos novos contra Flávio.
Se a candidatura se confirmar, a estratégia será brigar pelos votos da direita e do centro no primeiro turno, já que Caiado, o preferido do agronegócio, não decolou, para chegar à frente de Flávio e disputar o segundo turno com o presidente Lula (PT). Nas pesquisas que testaram o nome de Tereza Cristina anteriormente, ela não se destacou em relação a Caiado e Zema.





