
Em sua primeira visita a Passo Fundo desde que foi indicado pré-candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado participou de debate sobre o futuro, organizado pela Atitus, no Clube Comercial, e em seguida visitou a Be8, uma empresa onde o futuro já chegou. O candidato visitou a planta que produz biocombustível e as obras da futura fábrica de etanol e se impressionou com o que viu.
— O momento de debater o futuro do Brasil exige que um pré-candidato possa discutir quais são as metas e os projetos em termos estruturantes. A visita à Be8 me motivou ainda mais porque lá vi o que falei na palestra. Você não pode governar o Brasil de Brasília. Tem que dar musculatura para que cada unidade federativa exerça o potencial que tem — disse Caiado à coluna, por telefone, enquanto se deslocava para reunião com cerealistas.
Ciceroneado pelo vice-presidente da Be8, Leandro Zat, Caiado conheceu a usina que produz o biocombustível BeVant e visitou as futuras fábricas de etanol e de glúten vital.
— São essas riquezas regionais que temos que valorizar, e não pode ser de Brasília que você vai engessar. A visita a Passo Fundo foi muito importante. Constatação de uma situação que não existe em outra região, que é desenvolver o biodiesel derivado do trigo.
Caiado foi acompanhado pela chapa governista completa durante o périplo. Gabriel Souza (MDB), Ernani Polo (PSD), Frederico Antunes (PSD) e Germano Rigotto (MDB) participaram de toda a agenda do presidenciável.
Críticas ao tarifaço
Caiado voltou a dizer que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos é "inaceitável, inadmissível e injusto". E culpou o presidente Lula:
— Você viu que o Lula fez tudo para que isso acontecesse. Provocou Trump até o último minuto. Provocou que isso fosse realidade para tirar benefício na reta final da campanha e posar de grande patriota, defensor da nossa soberania. Esse desenho dele já era esperado. E o Flávio errando no momento que constrói um documento pedindo a prorrogação da tarifa. Você vê que tudo foi muito intencional, os dois jogaram o mesmo jogo, e prevaleceu a tese do Lula.
O ex-governador de Goiás disse que “a chancelaria brasileira simplesmente cruzou os braços”:
— O Itamaraty não agiu como deveria. Um país como o nosso não ter um corpo diplomático e transformar o Itamaraty num apêndice do PT descontrói a capacidade de o país ser competitivo no mundo.
Temos que restabelecer a chancelaria brasileira, trazer pessoas que estão no Itamaraty encostados, para que voltem a sua capacidade. Presidente não pode ser expor dessa maneira, tem que ter todo um preparo feito pela chancelaria de cada país, assim é o ritual. Você tem que se comportar dentro daquilo que é uma prática, não é soltando piadinha na véspera, falando da dentadura do Trump. Essas coisas não estão de acordo com a liturgia do cargo.




