
Com o início das convenções partidárias nesta segunda-feira (20), o jogo eleitoral muda de fase. Embora, na prática, a campanha já esteja correndo solta — nas ruas e na internet —, a agenda legal estabelece um rito que passa pelas convenções, seguida do registro das candidaturas e, só então, pelo momento em que os candidatos estão autorizados a pedir votos.
No Rio Grande do Sul, todas as candidaturas majoritárias estão definidas, e as convenções serão o momento festivo para mobilizar as bases e homologar a lista de concorrentes à Câmara e ao Senado, uma eleição que, embora menos exuberante do que a de governador, senador e presidente, é essencial para que a democracia se solidifique.
É para essa eleição que os gaúchos deveriam olhar com atenção redobrada, especialmente para a de deputado federal. Porque, nos últimos quatro anos, o Rio Grande do Sul foi coadjuvante em Brasília. Ficou excluído da Mesa Diretora, das principais comissões permanentes e das que trataram de temas cruciais, como a reforma tributária.
A renovação é difícil porque os aspirantes esbarram no poder econômico e político de quem já tem mandato, mesmo no caso daqueles que nada fizeram para merecer o mandato conquistado nas urnas em 2022.
Além das emendas parlamentares, uma excrescência que, a cada legislatura, abocanha uma fatia maior do orçamento, quem já tem mandato se beneficia do financiamento público da campanha, como se fosse um direito adquirido receber mais recursos do fundo eleitoral do que os mortais que tentam se apresentar como novidades.
Os presidentes de partidos têm a caneta e o poder para definir a forma como vão dividir o milionário fundo eleitoral, com algumas ressalvas em relação às cotas para mulheres e negros.
Dos 31 deputados federais, apenas Márcio Biolchi (MDB) não concorre por ter decidido largar a política. Os outros quatro que não disputam a reeleição estão em busca de voos mais altos – Luciano Zucco (PL) disputa o Palácio Piratini, enquanto Marcel van Hattem (Novo), Paulo Pimenta (PT) e Ubiratã Sanderson (PL) concorrem a uma cadeira no Senado.


