
Disposto a liderar um novo ciclo na gestão do governo estadual, o pré-candidato do PL a governador, Luciano Zucco, trabalha em um plano de governo focado no crescimento econômico. Há mais de uma semana, Zucco concilia as agendas com leituras das propostas apresentadas, ao mesmo tempo em que o documento passa por uma fase de redação e revisão antes da apresentação final, prevista para o início de agosto.
Sob coordenação do secretário de Educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal, a equipe responsável pelo plano de governo avalia que o Estado atualmente trabalha seu desenvolvimento a partir da agenda fiscal, sem pensar em um programa de crescimento. Para isso, uma eventual gestão de Zucco no Palácio Piratini deverá trabalhar avanços na infraestrutura, no ambiente de negócios e no capital humano.
O plano de governo do PL vai propor uma revisão no modelo de concessões adotado pelo governo Eduardo Leite, do qual os liberais são críticos por prever dezenas de pórticos de pedágio pelas rodovias incluídas nas negociações. A estratégia será optar por formatos que possam transformar o Rio Grande do Sul em um corredor logístico do Cone Sul, a partir de melhores condições nos modais de transporte.
Para aprimorar o ambiente de negócios, o programa apresentará propostas de desburocratização de processos e de políticas de apoio aos produtores rurais. Já no que diz respeito às pessoas, o plano terá foco em recuperar a qualidade da educação básica, além de expandir a oferta de formação profissional e tecnológica agregada ao Ensino Médio.
— O Rio Grande do Sul já foi referência em educação no Brasil e precisa voltar a ocupar esse espaço. Isso passa por alfabetizar na idade certa, fortalecer a aprendizagem, valorizar o professor e aproximar a escola das oportunidades de desenvolvimento de cada região — destaca Pascoal.
Desde o início do ano, o plano tem sido trabalhado a partir das demandas recebidas em reuniões do movimento Força Gaúcha, a partir do qual Zucco percorreu o Interior ao lado da vice, Silvana Covatti (PP). O documento agrega ainda contribuições de entidades, líderes setoriais e especialistas, e demandas feitas pelo próprio pré-candidato em reuniões internas.
Enquanto Zucco está imerso nas propostas, conferindo-as área a área, a redação final está sendo trabalhada pela equipe responsável pelo plano de governo. Apesar da convenção do PL marcada para a noite de 22 de julho, o plano de governo deverá ser finalizado até o final do mês, e apresentado publicamente em um ato no início de agosto.
— É um desenho de propósitos, mas será um documento vivo, que continuará recebendo ideias. O plano seguirá sendo aperfeiçoado e aberto a sugestões, tanto de entidades e dos setores quanto da população, por meio do formulário digital — explica o coordenador.
Os planos de governo têm de ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como pré-requisito para que as candidaturas sejam validadas. O documento funciona como a primeira oportunidade de os candidatos apresentarem suas propostas e prioridades ao eleitor.
A coluna já apresentou detalhes dos planos de governo de Gabriel Souza (MDB) e Juliana Brizola (PDT). O próximo será Marcelo Maranata (PSDB).





