
Com o fim da Copa do Mundo, as convenções e o início da campanha eleitoral, com os primeiros debates, o candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado, está confiante de que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) vai derreter. Em conversa com a coluna, no final da tarde desta sexta-feira (17), depois de almoçar com o prefeito Sebastião Melo e com os candidatos da aliança MDB-PSD, Caiado detalhou sua visão da campanha e de onde vem o otimismo com a perspectiva de quebrar a polarização entre Flávio e o presidente Lula.
Caiado está convencido de que a candidatura de Flávio se desidratará sem que os adversários precisem atacá-lo, como consequência de uma combinação entre a fragilidade natural do candidato, a briga familiar com Michelle Bolsonaro, o tarifaço e os erros cometidos por ele, pelo irmão Eduardo e pelo influenciador Paulo Figueiredo, com as declarações ofensivas às mulheres.
O ex-governador de Goiás observa que o presidente Lula vem poupando Flávio porque deseja tê-lo como principal nome da direita por ser um adversário mais fácil de derrubar no segundo turno ou para tentar liquidar a fatura no primeiro turno. E usa a metáfora do sujeito que engorda o peru no mês de dezembro para matá-lo na véspera do Natal.
Entre as fragilidades de Flávio que Caiado considera fatais para a candidatura estão o crescimento inexplicável de patrimônio, incluindo a mansão financiada pelo Banco Regional de Brasília, o envolvimento com Daniel Vorcaro, a dificuldade de articulação no PL, a rejeição no eleitorado feminino, a falta de experiência administrativa, o despreparo para debater os grandes temas do Brasil e, agora, a foto do Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, para a qual o senador apresentou diferentes versões desde que foi divulgada.
Caiado segue direcionando suas críticas mais pesadas ao presidente Lula, mas sabe que no primeiro turno o adversário a ser combatido é Flávio, com quem disputa os votos dos eleitores de direita. Ele vai continuar atacando Lula pela política externa, o excesso de gastos, os casos de corrupção e pelo que considera omissão no combate às facções criminosas. E tentará convencer os antipetistas de que votar em Flávio significará dar mais quatro anos de mandato ao PT.
Para conquistar os eleitores indecisos e os que hoje estão com Flávio, a campanha de Caiado vai explorar seu currículo de gestor público, médico, ex-deputado e ex-senador. A estratégia também prevê mostrar os avanços ocorridos em Goiás nos seus mandatos, como o primeiro lugar no Ideb, a liderança no uso da inteligência artificial e no desenvolvimento de plataformas, a exploração de terras raras e minerais críticos e o investimento em ciência e tecnologia.
Aliás
Nas visitas ao interior do Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado constatou que, mesmo o Estado sendo um dos mais bolsonaristas do Brasil, o apoio a Flávio é tímido. Por isso, acredita que se conseguir quebrar a polarização na eleição presidencial o candidato da aliança MDB-PSD ao Piratini, Gabriel Souza, subirá junto nas pesquisas.






