
Luciano Zucco (PL) não tem pressa para definir um novo coordenador executivo de campanha, após a saída do coronel Mario Andreuzza na semana passada por atritos com a ala política. A avaliação interna no entorno do pré-candidato é de que o trabalho das coordenações temáticas está funcionando bem, e não há necessidade neste momento de definir um nome centralizador.
Atualmente, a coordenação política da campanha é feita pelo presidente do Podemos, Everton Braz. Sua atuação envolve montar estratégias e definir tom de manifestações, peças publicitárias e propostas para o eleitorado. Andreuzza era responsável pela organização de agendas, logística de roteiros e articulação de eventos, e não há definição sobre quem ficará com a função.
Após reunião com o grupo de coordenação e equipe política nesta segunda-feira (8), quando o tema foi debatido, Zucco viajou a Brasília, onde passará a semana em articulações na Câmara dos Deputados, e deixa de lado o foco na pré-campanha por alguns dias.
Outras pré-campanhas
Nas outras pré-candidaturas, os grupos de coordenação já estão consolidados e não há perspectiva de alterações.
À esquerda, a campanha de Juliana Brizola (PDT) é coordenada por Vieira da Cunha, que assumiu a função desde sua saída do Ministério Público no final de 2025. A coordenação executiva ficou sob responsabilidade de Jonatas Ouriques, que já trabalhou com Juliana quando ela concorreu a prefeita de Porto Alegre, em 2024, e no gabinete quando a pedetista foi deputada estadual.
Na chapa governista, que tem Gabriel Souza (MDB) como postulante a governador, a coordenação política da campanha é feita por um trio. A função se divide entre o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB), o secretário-geral de Governo no Palácio Piratini, Artur Lemos (PSD), e a primeira-dama de Porto Alegre, Valéria Leopoldino. Já a coordenação executiva da pré-campanha foi designada para o ex-deputado Janir Branco (MDB), que atuou como chefe de gabinete do vice-governador.
Marcelo Maranata (PSDB) contratou o consultor Kevin Krieger para coordenar sua campanha a governador. Ex-vereador de Porto Alegre pelo PP, comandou a estratégia vitoriosa de Nelson Marchezan Jr., eleito prefeito da Capital em 2016. Tido como "homem-forte" de Marchezan, Krieger foi secretário de Relações Institucionais e Articulação Política nos primeiros quatro meses da gestão tucana, até pedir para sair por divergências com o prefeito.



