
Durou cerca de uma hora o encontro de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, com o presidente argentino Javier Milei nesta segunda-feira (29). Durante a reunião na Quinta de Olivos, a residência presidencial, ambos discutiram a importância da eleição de Flávio como a "peça que falta" para completar o mapa da direita no continente.
Depois do encontro, os dois posaram para uma foto, que foi publicada pelas redes do gabinete de Milei. Ambos republicaram com mensagens otimistas de apoio mútuo:
"A maré azul está vindo para o Brasil com a ajuda de Flávio Bolsonaro", escreveu Milei.
"Muito em breve, a onda azul também chegará ao Brasil! Se na Argentina teve motosserra, no Brasil terá tesouraço nos impostos, na burocracia e na corrupção!", respondeu Flávio.
Para a direita, uma eleição de Flávio simboliza não só uma vitória sobre Lula e o PT, mas também consolida o avanço do campo político na América do Sul. Nas últimas três eleições no continente, ganharam os candidatos alinhados à direita: Abelardo de la Espriella na Colômbia, José Antônio Kast no Chile e Rodrigo Paz na Bolívia. A candidata da direita no Peru, Keiko Fujimori, já tem vitória confirmada e aguarda pela oficialização, mas o adversário, Roberto Sánchez, contesta a apuração.
Se confirmado o resultado no Peru, sete dos 12 países da América do Sul serão governados por políticos de direita, alinhados inclusive com o presidente norte-americano Donald Trump. Flávio, se eleito no Brasil, se tornaria o oitavo.
Neste domingo (28), Flávio discursou em evento da comunidade judaica na Argentina e rasgou elogios a Milei, dizendo que os brasileiros têm "inveja" da América Latina.
— Enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda — disse Flávio, que na noite desta segunda ainda cumpre agenda como convidado de honra do jantar de encerramento da Latin America Chairmans Conference, em Buenos Aires.


